terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Adeus para sempre! A IUCN confirma extinção de seis animais em 2025

 

Olá Araras Azuis!!! Hoje trago péssimas notícias. (Clique aqui para ler a matéria original.)

Algumas perdas passam despercebidas. Não vêm acompanhadas de manchetes urgentes ou imagens virais. Simplesmente acontecem. E quando finalmente são nomeadas, já não se trata de uma notícia recente ou de um alerta oportuno, mas sim de uma confirmação tardia de que uma forma de vida desapareceu sem testemunhas.


Desde 1964, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) tornou-se a fonte de informação mais abrangente do mundo sobre o estado de conservação global de animais, fungos e plantas. É um barômetro da vida. Extinções não são declaradas levianamente.


Em 2025, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, em inglês) confirmou que pelo menos seis espécies animais desapareceram oficialmente do planeta.

Para que uma espécie seja considerada extinta, décadas devem transcorrer sem observações confirmadas, após buscas exaustivas em seus habitats históricos. Quando um nome ultrapassa esse limiar, não se trata apenas de mais uma estatística. Esse nome marca o encerramento definitivo de uma história evolutiva que não se repetirá.


Atualmente, mais de 48.600 espécies estão oficialmente ameaçadas de extinção, representando 28% de todas as espécies avaliadas. Entre esses grupos em risco, alguns, como os corais construtores de recifes, apresentam taxas de ameaça ainda maiores. Essas porcentagens não apenas refletem a perda de biodiversidade, mas também destacam a vulnerabilidade.


Pensar na extinção no presente é doloroso porque destrói uma ilusão profundamente humana. Acreditamos que sempre haverá tempo para agir. Mas essas espécies não desapareceram da noite para o dia. Elas foram se extinguindo lentamente, à medida que o mundo ao seu redor mudava, até que a ausência deixou de ser uma possibilidade e se tornou um ponto final.


Onde a vida parou

O maçarico-de-bico-fino era uma ave migratória que, durante séculos, percorreu a Eurásia e o Norte da África. Com sua silhueta esguia e bico curvo, habitava zonas úmidas e costas hoje profundamente transformadas. Seu canto suave, melancólico e raro era tão fácil de se perder na paisagem quanto a própria ave. O último registro confirmado data de meados da década de 1990. Desde então, silêncio.


A perda de habitat, a pressão humana nas áreas de invernada e a caça dizimaram o maçarico-de-bico-fino, uma espécie que já era rara antes de seu desaparecimento.

Outro caso particularmente simbólico é o da musaranha-da-ilha-Christmas, um pequeno mamífero insetívoro endêmico de uma ilha australiana. Tão discreta quanto vulnerável, foi vista pela última vez na década de 1980. Sua extinção resultou de uma combinação de ameaças: espécies invasoras, doenças introduzidas e a alteração progressiva de seu ambiente.


De fato, a Austrália responde por uma parcela significativa dessas perdas. A IUCN também confirmou a extinção de três espécies de bandicotes, pequenos marsupiais noturnos adaptados a ambientes muito específicos. Esses pequenos animais sobreviveram a climas extremos por milhares de anos.


No entanto, eles não resistiram à chegada de predadores introduzidos, à fragmentação do habitat e às mudanças aceleradas na paisagem. Seu desaparecimento faz parte de uma tendência alarmante: a Austrália é um dos continentes com o maior número de extinções recentes de mamíferos.


A Austrália é um dos continentes com o maior número de extinções recentes de mamíferos.

A lista completa-se com um invertebrado marinho, um caracol-cone pertencente a um grupo em grande parte invisível ao público em geral, mas crucial para a biodiversidade oceânica. O Conus lugubris, um caracol-cone único das costas de São Vicente (Cabo Verde), foi oficialmente declarado extinto após décadas sem avistamentos. O último registo confirmado data da década de 1980.


O desaparecimento deste caracol marinho está principalmente ligado à destruição do habitat costeiro na ilha. A maioria das extinções ocorre longe dos holofotes da mídia. Invertebrados, anfíbios, pequenos mamíferos e espécies insulares muitas vezes desaparecem quase despercebidos até que seja tarde demais.


O que não volta mais

A IUCN há muito alerta que a taxa atual de extinção é muito superior à taxa natural, impulsionada principalmente por atividades humanas. Destruição de habitats, espécies invasoras, super-exploração, poluição e mudanças climáticas estão levando as espécies à beira da extinção.


Estamos perdendo biodiversidade mais rápido do que conseguimos protegê-la ou mesmo compreendê-la. Algumas espécies desaparecem silenciosamente, quase imperceptivelmente. No entanto, até mesmo as menores formas de vida sustentam o equilíbrio de ecossistemas inteiros. E o que existe hoje pode se tornar mais um adeus definitivo amanhã.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Arara-azul-de-lear nascida em centro de conservação do Governo de SP voltará livre para seu habitat na Bahia

 

Olá Araras Azuis!! Trago boas notícias. Caatinga baiana, ganhará novas cores com a sexta soltura de araras-azuis-de-lear. Essa espécie, endêmica da região e já considerada uma das mais raras do planeta, continua a reconquistar seu espaço natural graças a um programa coletivo de revigoramento populacional que reúne órgãos ambientais, instituições de pesquisa e centros de reprodução, entre eles o Centro de Conservação de Fauna Silvestre (Cecfau) da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil).

Desta vez, o momento será especial: Lídia, uma fêmea nascida em 2023 no Cecfau, será devolvida ao habitat onde sua espécie evoluiu. Filha do casal Francês e Lindsay, que juntos já geraram 20 filhotes, Lídia representa a 10ª arara enviada pela instituição para reforçar a população selvagem da espécie. 

No total, oito aves participarão desta nova etapa, sendo sete araras selvagens, repatriadas do tráfico e reabilitadas, e Lídia, criada sob cuidados humanos. Todas passaram por meses de adaptação e treinamento na Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), dentro da Área de Proteção Ambiental Boqueirão da Onça, aprendendo comportamentos essenciais para a sobrevivência, como reconhecer e consumir os cocos de licuri, base da dieta da espécie.

“Ver um animal que nasceu sob nossos cuidados ganhar o céu da Caatinga é a confirmação de que todo esforço vale a pena. Cada soltura é um passo para recuperar uma espécie que quase desapareceu da natureza. A Lídia leva com ela a dedicação de muitas mãos e o compromisso do Estado de São Paulo com a conservação da biodiversidade”, destaca Cauê Monticelli, coordenador de Conservação de Fauna Silvestre e Pesquisas Aplicadas da Semil.

O trabalho do Cecfau é reconhecido internacionalmente. Atualmente, é a única instituição brasileira a manter dois casais reprodutivos da arara-azul-de-lear, com 26 nascimentos registrados desde 2019. Dez indivíduos já foram destinados à soltura no Boqueirão da Onça, integrando um programa que envolve órgãos federais, estaduais e parceiros como Criadouro Fazenda Cachoeira para fins de conservação, Programa de Resgate da Arara-azul-de-lear, Loro Vet Consultoria, CEMAVE-ICMBio, Ibama e Polícia Federal.

A história dessa conservação é marcada por desafios: durante décadas, não houve registros de reprodução em cativeiro no mundo. Hoje, São Paulo se soma a um grupo seleto de instituições que tornaram possível a esperança de ver a arara-azul-de-lear voar livre novamente.

domingo, 25 de janeiro de 2026

A vida em bando da Arara Azul Grande

 

Olá Araras Azuis!! 

A arara-azul-grande  apresenta um padrão social caracterizado pela formação de bandos estruturados, especialmente fora do período reprodutivo. Esses agrupamentos têm papel fundamental na sobrevivência da espécie, pois favorecem a proteção contra predadores, a localização de recursos alimentares e a troca de informações ambientais entre os indivíduos. Os bandos podem variar em tamanho, sendo comuns agregações em áreas de alimentação e dormitórios coletivos, principalmente ao entardecer.

No contexto social, a espécie também se destaca pelo comportamento monogâmico. As araras-azuis formam pares estáveis e duradouros, frequentemente mantendo o mesmo parceiro ao longo da vida. Esse vínculo é reforçado por comportamentos afiliativos, como vocalizações coordenadas, proximidade constante e cuidado mútuo da plumagem, os quais contribuem para a coesão do casal e para o sucesso reprodutivo.

Durante o período reprodutivo, embora os indivíduos continuem associados ao bando, cada casal estabelece e defende seu território de nidificação, geralmente em cavidades naturais de árvores. O cuidado parental é biparental, com ambos os parceiros participando da proteção do ninho, da incubação indireta e da alimentação dos filhotes. Essa estratégia aumenta as chances de sobrevivência da prole e garante maior eficiência no investimento energético do casal.

Assim, a organização social da arara-azul-grande reflete uma combinação entre vida gregária e estabilidade conjugal, configurando um sistema adaptativo que favorece a manutenção da espécie em ambientes naturais, especialmente em biomas como o Pantanal e o Cerrado.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Como ocorre imprinting entre aves e humanos

 

Olá, araras azuis!!

Hoje vim trazer um post sobre imprinting entre aves e humanos. Espero que gostem! Imprinting em aves é um tipo de aprendizado rápido e duradouro que acontece nas primeiras horas ou dias de vida do filhote. Nesse período sensível, a ave passa a reconhecer e se apegar ao primeiro “modelo” que vê, que normalmente é a mãe, mas também pode ser um ser humano ou outro animal.

Esse processo é muito importante para a sobrevivência, pois ajuda o filhote a aprender quem seguir, como se comportar, onde buscar alimento e como se comunicar. O imprinting é considerado praticamente irreversível, ou seja, depois de estabelecido, dificilmente pode ser mudado.

Se os pássaros jovens se apegam aos humanos, eles se identificarão com os humanos por toda a vida. Reverter o processo de apego é impossível  esses pássaros se identificarão com os humanos em vez de com sua própria espécie pelo resto de suas vidas. 

Pássaros que sofreram imprinting com humanos não são necessariamente "amigáveis" com humanos, nem significa que sempre gostem da proximidade humana. Pássaros que sofreram imprinting não têm medo de pessoas, e essa ausência de medo pode, às vezes, levar à agressividade e a outros problemas comportamentais complexos. Não é incomum que um pássaro que sofreu imprinting exiba comportamentos territoriais em relação a humanos, assim como faria com membros de sua própria espécie.


Pássaros que sofreram condicionamento humano frequentemente têm dificuldade em se comunicar com outros pássaros da mesma espécie  vocalizações, posturas e o medo de humanos são características que os pássaros aprendem com seus pais, irmãos e outros pássaros. Eles geralmente não são aceitos por outros pássaros da mesma espécie, provavelmente porque exibem comportamentos estranhos e não conseguem se comunicar adequadamente.

Em última análise, as aves que sofrem imprinting encontram-se numa "zona cinzenta" não conseguem interagir adequadamente nem com humanos nem com aves da sua própria espécie.

Aves que sofreram imprinting humano são consideradas inadequadas para serem devolvidas à natureza devido a essas interações inapropriadas. 

Estou de Volta!!

 


Olá, Araras Azuis! Estou de volta e ativa no blog.
Perdão pelo meu sumiço, eu não estava muito bem emocionalmente e precisei de um tempo para me reorganizar. Mas agora voltei com tudo! Retornei para a medicina veterinária e prometo trazer muito mais conteúdos interessantes e feitos com carinho para vocês. Obrigada por continuarem aqui comigo!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Feliz e próspero ano novo!!

Olá Araras Azuis!!! Que 2026 traga esperança nova, caminhos leves e vitórias sinceras. Que cada dia brilhe com oportunidades, saúde, amor e coragem. Feliz Ano Novo, todos nós merecemos o melhor! Que seus sonhos floresçam.Sempre.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Todas as ararinhas-azuis de vida livre de programa de reintrodução em Curaçá testam positivo para o circovírus

Olá Araras Azuis, hoje eu vim com péssimas notícias que vão deixar todos muito abalados, assim como me deixaram. As nossas queridas e amadas ararinhas-azuis foram contaminadas com um vírus grave. A matéria do Conexão Planeta explica mais sobre isso abaixo.
A notícia não poderia ser mais desoladora. Mas infelizmente, testes realizados após a captura de ararinhas-azuis que estavam em vida livre em Curaçá, na Bahia, confirmaram que todas as onze aves estão contaminadas com o circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD, na sigla em inglês) – altamente contagioso e sem cura.

As ararinhas fazem parte do programa de reintrodução da espécie, administrado pela empresa brasileira Criadouro Conservacionista Ararinha Azul (anteriormente identificada como BlueSky), em parceria com a organização alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês).

A captura das aves que estavam na natureza foi feita no começo de novembro por determinação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que acompanhou todo o processo. Tanto a ACTP quanto a BlueSky eram contra a medida, que consideravam desnecessária. Elas entraram, inclusive, com o pedido de uma liminar para que as ararinhas não fossem retiradas da vida livre, mas a justiça manteve a ordem do órgão ambiental.

E o resultado dos exames feitos em laboratório, divulgado no último 18 de novembro, apontaram o que todos temiam.
No total, entre as aves de vida livre e as que ainda estavam em cativeiro (mantidas nas dependências internas do criadouro), 31 testaram positivo para o circovírus.

“Se as medidas de biossegurança tivessem sido atendidas com o rigor necessário em que foram cobradas do criadouro, e implementadas da forma correta, talvez a gente não tivesse saído de apenas um animal positivo para 31 indivíduos positivos para circovírus”, diz Cláudia Sacramento, coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio que esteve à frente da emergência. “É lamentável. E toda essa demora para capturar essas ararinhas de vida livre colaborou para a disseminação do vírus. O que a gente espera é que o ambiente não tenha sido comprometido, ameaçando a saúde de outras espécies de psitacídeos da nossa fauna.”

“Ter as onze ararinhas que foram soltas positivadas para o circovírus não apenas é um duro golpe no projeto, mas também deixa claro e cristalino que a decisão do governo brasileiro de capturá-las foi certeira desde o primeiro momento, e que os atrasos na execução desta determinação potencialmente podem ter contaminado as aves nativas, que agora precisam ser também monitoradas. Mas é muito triste saber que todas as aves que foram soltas testaram positivo para este vírus”, afirma Luís Fábio Silveira, curador de aves do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), especialista com ampla experiência em projetos de reintrodução de psitacídeos.

O Criadouro Conservacionista Ararinha Azul contesta o resultado dos exames divulgados pelo ICMBio. “A informação é imprecisa e precipitada”, critica Ugo Vercillo, diretor do criadouro. “O laudo do ICMBio apresenta o teste feito com duas técnicas diferentes: PCR convencional e PCR em tempo real. O PCR convencional, método recomendado pela própria IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza], indica que três aves testaram positivo e as outras oito negativo, sendo que mesmo para as positivas o vírus não foi encontrado no sangue, somente em penas e swab clocal o que pode ser inclusive uma contaminação.”

De acordo com Vercillo, o teste PCR em tempo real, que apresentou resultado para as onze aves, seria “um método extremamente sensível sujeito a um algo grau de contaminação inclusive ambiental e que nem é recomendado no guia da IUCN. Esses resultados ainda diferem dos testes feitos por renomado laboratório brasileiro, com muito mais experiência nesse tipo de teste do que o utilizado pelo governo.”
Contaminação foi detectada meses atrás
Foi no final de julho que se tornou pública a notícia de que um surto de circovírus tinha atingido as ararinhas-azuis no refúgio de vida silvestre onde ocorre o programa de reintrodução da espécie – a Cyanopsitta spixii, endêmica do Brasil e extinta na natureza desde o início dos anos 2000.

A descoberta do surto teria sido feita pela equipe de profissionais do criadouro meses antes, quando um dos filhotes nascido em vida livre apresentou penas brancas em sua plumagem, um dos sinais da contaminação pelo circovírus. Testes realizados nele e em outras aves em cativeiro deram positivo para o vírus.

A PBFD é uma doença que ocorre apenas entre psitacídeos – grupo de aves que inclui araras, papagaios e periquitos. Ela é originária da Austrália, com registros na Europa, e nunca antes havia sido registrada em aves de vida livre no Brasil.

O circovírus provoca perda de penas (que pode ser permanente, comprometendo voo e capacidade de manter temperatura), deformidades no bico e imunossupressão severa. A transmissão se dá através da exposição a penas infectadas e o contato com superfícies contaminadas, como poleiros, comedouros e bebedouros. Ela também acontece de mãe para filhote e entre indivíduos.
Após o ICMBio ter divulgado o caso, BlueSky e ACPT começaram a usar as redes sociais para afirmar que as ararinhas tinham sido infectadas no Brasil, e que se as de vida livre fossem recapturadas, seria uma “segunda extinção para a espécie”.

Vale ressaltar que a ararinha-azul nunca deixou de ser classificada como extinta na natureza por organizações internacionais, como a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), já que isso só acontece quando existe uma população viável em vida livre, e é documentado o nascimento de novas gerações. Em Curaçá, eram apenas onze ararinhas reintroduzidas e que ainda tinham à disposição alimentação suplementar.

Além dessa questão, documentos revelaram que em janeiro de 2025, uma das ararinhas-azuis dentre as 41 que estavam para ser enviadas do criadouro da ACTP, na Alemanha, para o Brasil, testou positivo para o circovírus. Contudo, exames posteriores teriam dado negativo e o indivíduo seguiu viagem.

Próximos passos
Segundo o ICMBio, autoridades e pesquisadores envolvidos no projeto precisam traçar novas estratégias para o programa de reintrodução da espécie. Atualmente o plantel do criadouro de Curaçá possui 103 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs.

“O maior desafio que temos é, de fato, a separação segura dos indivíduos positivos dos negativos para evitar a contaminação desses negativos, dentro das medidas de biossegurança estabelecidas, e assim, não perder o maior plantel que temos aqui no país. E o que esperamos é a colaboração ativa do criadouro nesse processo, com adequações necessárias e a proatividade para realizá-las”, explica Claudia. “O nosso maior objetivo é a conservação desses espécimes, considerando que essa é uma espécie extinta na natureza, e tem um alto valor de conservação para o ICMBio e o país.”

Já Ugo Vercillo disse ao Conexão Planeta que pediu ao ICMBio que realize uma reunião com especialistas e os laboratórios para esclarecer como “tratar essas divergências de resultados para tomarmos a decisão com a informação mais acurada.”

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O Real Motivo do Meu Sumiço Estou Lutando contra a Depressão!

Olá, Araras Azuis!!!

Perdoem a ausência aqui no blog ao qual me dedico há tantos anos. Eu não desisti — muito pelo contrário. Venho enfrentando um problema sério chamado depressão, algo que tem me acompanhado desde que minha avó faleceu no ano passado. Ela era uma das pessoas mais importantes da minha vida, e sua partida deixou um vazio difícil de descrever. Desde então, cada dia tem sido uma batalha silenciosa contra a tristeza, a falta de energia e a vontade de simplesmente desaparecer do mundo por um tempo.

Manter a constância nas postagens se tornou um desafio enorme, mas eu quero que saibam que não perdi o amor por esse espaço nem pelos sonhos que tenho. Aos poucos, estou me reconstruindo  e com isso, voltando a encontrar motivos para continuar escrevendo e compartilhando o que amo.

Também pretendo retomar meus estudos em Medicina Veterinária, algo que sempre fez meu coração bater mais forte. A paixão pelos animais, pelo cuidado e pela vida ainda vive dentro de mim, mesmo que às vezes o peso da depressão tente me fazer esquecer disso.

A jornada tem sido lenta, mas sigo com esperança. Quero transformar essa dor em algo bonito em palavras, em empatia e em força para continuar. 💙
Ativei o Instagram do Blog novamente.
Se estiver passando por momentos difíceis e não conseguir ajuda urgente ligue e acesse esses sites:
CVV: telefone 188
CVV: Site ,E-mail e Chat:
https://cvv.org.br/


quarta-feira, 30 de julho de 2025

ICMBio toma medidas emergenciais para conter circovírus em ararinhas-azuis reintroduzidas na natureza

Olá, Araras Azuis! Hoje eu trago notícias muito tensas e extremamente preocupantes.

Um grupo de ararinhas-azuis do Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-azul foi solto em 2022, em Curaçá/BA, terra natal da espécie. Hoje existem 11 indivíduos em vida livre. 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi informado sobre a ocorrência de casos positivos de circovírus, patógeno causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD), na população de ararinhas-azuis em Curaçá. 

Medidas emergenciais já foram tomadas, em conjunto com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e um plano emergencial para contenção da disseminação do circovírus em Curaçá foi elaborado e está em implementação. 

Dentre as medidas urgentes, estão: 

Reforço nas medidas de biossegurança; 
Triagem dos animais do criadouro, com isolamento, em áreas internas, dos animais com resultado positivo para circovírus até que seja concluída a bateria de testes; 
Descontaminação dos recintos do criadouro e dos comedouros e ninhos utilizados pela população de vida livre. 
Devido a essa ocorrência, a soltura de um novo grupo de ararinhas-azuis, prevista para este mês, foi temporariamente suspensa. Além disso, o ICMBio, enquanto autoridade que autoriza o manejo in situ dos animais e órgão gestor da APA da Ararinha Azul e do Revis da Ararinha Azul, determinou o recolhimento das ararinhas-azuis de natureza, para que sejam submetidas a bateria de testes, resguardando assim a sanidade da população. O projeto será retomado assim que a situação sanitária estiver controlada. 

A Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos é grave para estas aves e não há tratamento, sendo uma preocupação do ponto de vista da conservação, o que justifica cautela e procedimentos rigorosos de controle neste momento.  

Importante informar que este vírus não afeta galinhas, patos e outras aves de produção e não representa nenhum risco à saúde humana.