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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

A Alimentação das Araras em Vida Livre!!


 Olá, Araras Azuis! Hoje eu vim falar sobre a alimentação das Araras em vida livre. Irei abordar as três espécies de araras azuis (arara azul grande, arara azul de lear e ararinha azul), também falarei sobreoutras araras, como a arara canindé, arara vermelha e o maracanã. Lembrando que este post tem como referências minhas aulas do curso de auxiliar veterinário e também foi revisado pelos meus professores Akira e Tais. No final, serão apresentadas as fontes de cada conteúdo, sendo que algumas informações foram extraídas do Instituto Arara Azul, slides das minhas aulas e Wiki Aves. Vamos para a postagem então. As araras Alimenta-se de frutos e sementes, os quais variam de uma região para outra. Alguns frutos que fazem parte da sua dieta são a manga, o tamarindo, o jacarandá e o ingá.Cada espécie de arara, devido ao habitat onde vive ou até mesmo por costumes e fisiologias, possui hábitos, gostos e maneiras diferentes de se alimentar, inclusive seletividade alimentar.

Alimentação da Ararinha Azul
As ararinhas-azuis geralmente viajam em pequenos grupos familiares ou pares, caçando comida ao longo dos rios sazonais e nidificando e empoleirando-se juntas nas copas das árvores. durante o dia são ativas, movimentando-se de acordo com os recursos alimentares e disponibilidade de nidificação.As ararinhas-azuis são herbívoros (granívoros, frugívoros)  ela Gosta de comer sementes de pinhão, frutos do juazeiro, além de outros típicos do seu habitat. na natureza, comendo sementes e também frutas. Em cativeiro, eles geralmente são alimentados com uma variedade de sementes, frutas e nozes, bem como importantes suplementos minerais e vitamínicos através do consumo de pequenas quantidades de carne de cacto e casca de árvore. Se vocês não sabem a carne de Cacto é a Flor Cacto.Os frutos e a flor do cacto são alimentos para aves e abelhas, e a polpa serve para o consumo humano em ensopados, massas e bolos. Por causa das secas da Caatinga Os animais que habitam a Caatinga também possuem estratégias para sobreviverem nas condições climáticas locais, sendo altamente adaptados ao clima quente e seco.
No caso das aves  ocorre um processo de migração durante o período de estiagem, uma vez que essas aves migram para regiões mais úmidas como estratégia para sobreviver ao período mais seco da Caatinga. Já as espécies de mamíferos e répteis, por exemplo, buscam regiões mais úmidas da Caatinga, no geral, áreas próximas das fontes de água, e também, zonas de maior altitude, em razão do microclima desses locais, mais ameno e úmido. 
 Alimentação da Arara Azul Grande
A arara-azul-grande apresenta um bico bastante resistente, o qual a auxilia na sua alimentação. Esses animais alimentam-se, principalmente, de frutos de palmeiras, tais como buriti, licuri e macaúba. Geralmente, as araras-azuis são observadas alimentando-se sobre o solo e em bandos, diferentemente da maioria das espécies de araras que se alimenta no topo de árvores. A alimentação em grupo é uma forma importante de proteção. Elas também gostam de comer  frutas, nozes, sementes e néctar. Suas guloseimas favoritas no zoológico incluem castanhas-do-pará, amendoins e cranberries secas.A fêmea é a responsável pela incubação do ovo, que pode durar cerca de 28 dias. Nesse período, o macho fica responsável por alimentá-la. Quando os filhotes nascem, eles são alimentados pelos pais por cerca de seis meses.



 Alimentação da Arara Azul de Lear

A maior parte da dieta da arara-de-lear consiste nas nozes da palmeira nativa Licurí – outro fator que contribui para a distribuição limitada da ave. As palmeiras Licurí são frequentemente cortadas ou queimadas para dar lugar a campos agrícolas, e o gado doméstico, especialmente cabras, derruba as árvores jovens antes que possam crescer novamente.Cada arara-de-lear pode comer até 350 nozes de Licurí por dia, usando seu bico grande e forte para quebrar as cascas duras. Outras frutas e sementes, flores de agave e culturas cultivadas, principalmente milho, complementam a dieta desta ave quando os frutos de palma são escassos. As araras-de-lear comem desordenadamente, constantemente jogando sementes no chão enquanto se alimentam em pequenos grupos. Desta forma, os papagaios ajudam a sustentar as árvores das quais dependem. Outras aves frugívoras, como o tucano-de-bico-de-quilha e o sino-barbudo , também "replantam" árvores dessa forma durante a alimentação.


Alimentação da Arara Vermelha e Arara CanindéAs araras comem uma variedade de frutas maduras e verdes, nozes e sementes, flores, folhas e caules de plantas e fontes de proteínas como insetos e caracóis. Alguns se especializam em comer frutas duras e nozes das palmeiras. Um truque que eles usam para isso é procurar alimentos em campos onde vive o gado. O gado come as nozes de dendê, que passam pelo sistema digestivo e saem pela outra extremidade sem a casca dura da noz. Isso torna as nozes mais macias e fáceis de comer pelas araras! As araras também visitam margens de rios e falésias de solo argiloso, que comem. Os cientistas acreditam que o solo pode neutralizar quaisquer produtos químicos tóxicos que os pássaros possam comer nas sementes ou nos frutos verdes.
Cerca de 20% do que as araras comem consiste em frutas e vegetais. Seus favoritos são bananas, maçãs, frutas vermelhas, pêssegos, passas e melancia quando se trata de frutas, enquanto vegetais como cenoura, tomate, pimentão e batata doce são os preferidos.As araras obtêm suas proteínas comendo insetos como gafanhotos, besouros, baratas e caracóis.as araras comem argila! Isso geralmente é visto em margens expostas de rios em reservas naturais, onde centenas de araras se reúnem diariamente para lamber argila.Embora os pesquisadores não tenham certeza do que causa esse comportamento de lamber a argila, eles acreditam que é uma forma de incluir sódio na dieta.

Alimentação do Maracanã

Nozes, amendoins, frutas e legumes (pêra, manga, laranja, maçã, ameixas, banana, pepino, milho meio-amadurecido, cenoura, etc), mistura de sementes pequenas e grandes, trigo, aveias, sementes brotadas. Comida de pombo encharcada. Precisa de uma fonte de vitamina regular e suplementos de minerais (especialmente D e B), proteína animal (camarão seco, ovo, carne de galinha e ossos).

 




REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: 
Nutrient requirements of poultry. 9. ed. Washington: National Academy Press, 1994. 176 p.

SCHNEIDER, L. Estudo etológico de arara azul (Anodorhynchus hyancinthinus) no Pantanal de Miranda MS. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) - Universidade Federal do Mato Grosso do sul, Campo Grande, 2003.

BORSARI, A.; OTTONI, E. B. Preliminary Observations of Tool Use in Captive Hyacinth Macaws (Anodorhynchus hyacinthinus). Animal Cognition, v. 8, p. 48-52, 2005. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Estou Fazendo duas postagens sobre alimentação e nutrição em Araras!!

 

Olá, Araras Azuis! Hoje, venho avisar que estou escrevendo dois artigos sobre a alimentação e nutrição das araras. Irei abordar a alimentação em vida livre e em cativeiro, incluindo zoológicos e pessoas que têm araras como animais de estimação. Além disso, planejo entrevistar minha amiga Luisa, estudante de biologia e tutora de uma arara canindé. Vale ressaltar que esses posts não se limitarão apenas às araras azuis, mas abrangerão também outras espécies de araras. Espero que esta postagem contribua para o conhecimento de todos e proporcione aprendizado sobre nossa biodiversidade e manejo de animais silvestres. As postagens serão publicadas entre hoje e amanhã, ou até mesmo depois, pois só preciso terminar de escrevê-las. Garanto que adicionarei fontes confiáveis, como livros e slides do curso de auxiliar veterinário, e solicitarei a revisão cuidadosa dos meus professores Akira e Tais. 

Lembrando que irei recomendar rações que meus professores recomendam e afirmam serem boas. Na clínica onde eu fazia estágio e no CETAS do meu professor Rafael, essas rações são utilizadas na alimentação das araras e outros psitacídeos. Portanto, podem confiar que nenhuma dessas rações é ruim e apresentam ótimas qualidades para araras em cativeiro.Até logo!

sábado, 27 de janeiro de 2024

Neoplasias em psitacídeos

 

 Olá Araras Azuis! Hoje eu trago para vocês uma pesquisa acadêmica escrita pela médica veterinária Karina de Oliveira Araújo em julho de 2018, revisada pela orientadora Prof.ª Dr.ª Cátia Dejuste de Paula. Na época, essa moça ainda era estudante; atualmente, ela é formada. Bem, este artigo fala sobre as principais neoplasias em psitacídeos e o tratamento delas. É uma pesquisa bem interessante para se ler e estudar. Como estudante de medicina veterinária, eu amo ficar lendo essas coisas, sabe? Estudar me dá prazer e é tipo um hobby para mim.

Introdução

Neoplasias são descritas como lesões caracterizadas pela proliferação celular anormal, descontrolada, progressiva e autônoma, que podem ocorrer em qualquer tecido ou órgão (LATIMER, 1994; HORTA et al., 2013; GRESPAN & RASO, 2014). Porém sua autonomia não é total, pois dependem do organismo  em que se instalam para sua nutrição (KUMAR et al., 1994, citado por SINHORINI, 2008). Geralmente, as neoplasias possuem perda ou redução de diferenciação, por conta das alterações na diferenciação e multiplicação das células. O sufixo “-oma” designa neoplasia benigna, com algumas exceções como linfoma e melanoma; os termos carcinoma e sarcoma indicam, respectivamente, neoplasia maligna epitelial e neoplasia maligna mesenquimal. Para a diferenciação de neoplasias benignas e malignas são considerados: o grau de diferenciação e anaplasia, a velocidade de crescimento, invasão local e metástase (HORTA et al., 2013). As neoplasias benignas normalmente possuem células bem diferenciadas, semelhantes a células normais, baixo índice mitótico, crescimento lento, não recidivam após remoção cirúrgica, não infiltram ou desenvolvem metástase em locais distantes, e não há degenerações, necroses, hemorragias e ulcerações associadas. Já as malignas são, comumente, pouco delimitadas, têm alto índice mitótico, crescimento rápido, muitas vezes infiltram em tecidos adjacentes, e criam metástase em tecidos próximos e distantes, degenerações, necroses, hemorragias e ulcerações; as células são mais volumosas do que o normal e podem variar de bem diferenciadas a completamente indiferenciadas, dando a característica anaplásica à neoplasia (HORTA et al., 2013). Em aves, as neoplasias se assemelham às apresentadas por outros animais de companhia, por sua classificação e localização (GRESPAN & RASO, 2014). A maior parte dos relatos de ocorrência, características macroscópicas e microscópicas de neoplasias em aves foram realizadas com aves domésticas, especialmente as de produção (LATIMER, 1994). Aves de cativeiro, quando comparadas às de vida livre, apresentam um maior número de neoplasias diagnosticadas. Tal fato pode se dar por serem melhor observadas quanto ao aparecimento de processos patológicos, possuírem maior predisposição genética devido à alta chance de cruzamentos consanguíneos e também por tenderem a viver mais do que aves em vida livre (LATIMER, 1994; SINHORINI, 2008; GRESPAN & RASO, 2014).Dentre os casos de neoplasias encontrados em aves silvestres e domésticas, a maior parte foi descrita na ordem Psittaciformes (RATCLIFFE, 1933; LOMBARD & WITTE, 1959; REECE, 1992; SINHORINI, 2008). GARNER (2006) descreve 220 casos de neoplasia em 3545 Psittaciformes estudados, com 6,2% de prevalência. CASTRO et al. (2013), em estudo retrospectivo de afecções cirúrgicas em aves, observaram 30,15% de taxa de ocorrência de neoplasias dentre as cirurgias realizadas em tecidos moles, sendo que a ocorrência de neoplasias se deu exclusivamente em exemplares Psittaciformes. As neoplasias aviárias mais comumente relatadas são as de sistema tegumentar, variando de 12% a 70% da ocorrência nos relatos, destas as mais frequentes são lipoma e fibrossarcoma (LATIMER, 1994). REAVILL (2004) considera fibroma e fibrossarcoma comuns em aves (ao redor da cera e bico e em asas e pernas), lipoma e lipossarcoma comuns em periquitos-australianos, cacatuas, papagaios do gênero Amazona e calopsitas, e carcinoma de células escamosas em papagaios e periquitos-australianos. SINHORINI (2008) observou alta ocorrência de neoplasias em pele e subcutâneo, especialmente lipomas em subcutâneo de papagaios (32,4% dos casos de neoplasias). Na família Psittacidae, foram encontradas as porcentagens de 5,88% e 5,4% de neoplasias nos estudos feitos por CARVALHO (2004) e GODOY et al. (2009), respectivamente. Esses autores também encontraram a maior parte dos processos neoplásicos em Amazona aestiva (papagaio-verdadeiro), apesar de a espécie Melopsittacus undulatus (periquito-australiano) ser considerada a com maior ocorrência de neoplasias entre os psitacídeos (RATCLIFFE, 1933; LOMBARD & WITTE, 1959; LATIMER, 1994; SINHORINI, 2008). Estudos e relatos de psitacídeos incluem diversas neoplasias, sendo lipoma, fibrossarcoma, papiloma, hemangioma e hemangiossarcoma, colangiocarcinoma, linfoma e carcinoma as mais comumente encontradas (LATIMER, 1994). GODOY et al. (2009) relataram a ocorrência de colangiocarcinoma, colangioma, linfoma, hemangiossarcoma e carcinoma renal primário em sete psitacídeos, sendo que três deles apresentaram colangiocarcinoma. CARVALHO (2004) observou três animais com hepatocarcinoma, um com fibroma cutâneo e um com seminoma, demonstrando a possibilidade de variações na ocorrência de neoplasias nesses animais. Relatos de casos neoplásicos em papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) foram os mais encontrados. ELANGBAM & PANCIERA (1988) descreveram um caso de colangiocarcinoma, ARAÚJO et al. (2007) um caso de rabdomiossarcoma alveolar, CAMARGO FILHO et al. (2016) um caso de melanoma em úvea anterior e PACHALY et al. (2016) um caso de neurofribrossarcoma. Em araras foram relatados casos de neoplasia de células gingantes em osso e sarcoma em tecido mole da asa por AMANN et al. (2007) e BRAGA JUNIOR et al. (2016), respectivamente. FREITAS et al. (2014) descreveram a ocorrência de carcinoma de células basais em periquitoaustraliano e WEISSENGRUBER & LOUPAL (1999) relataram um caso de osteocondroma na parede traqueal de um Agapornis fischeri (agapornis). 

1 Lipoma



 Lipomas são neoplasias benignas caracterizadas pela proliferação de adipócitos bem diferenciados, de crescimento progressivo variando de lento a rápido. Frequentemente ocorrem nos tecidos subcutâneos do esterno (ao longo da quilha), asas, pernas e região abdominal, mas podem se desenvolver em qualquer parte do corpo, inclusive na cavidade celomática, onde se originam da gordura intratorácica e mesentérica. Podem ser únicos ou múltiplos, de coloração amarelada facilmente visível pela pele e, à palpação, são usualmente bem definidos (encapsulados), macios e não aderidos à pele (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; GRESPAN & RASO, 2014). Lipomas são os tumores benignos mais comuns em psitacídeos, com incidência relatada de 10% a 40% em Melopsittacus undulatus e menor frequência em papagaios do gênero Amazona. Idade avançada, dietas de alto valor energético e obesidade são fatores predisponentes para o aparecimento dessas neoplasias. Massas muito grandes podem afetar a locomoção, voo e capacidade de empoleirar (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; LIGHTFOOT, 2006; GRESPAN & RASO, 2014). Os lipossarcomas, formas malignas dos lipomas, são raros em psitacídeos. Já os xantomas são frequentemente reportados em psitacídeos, mas não são considerados neoplasias verdadeiras, são intumescências inflamatórias resultantes do acúmulo de macrófagos com lipídeos em seu interior, células gigantes e colesterol livre na pele, e podem estar associados a lipomas (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; GRESPAN & RASO, 2014). 

2. Papiloma

 Papilomas cutâneos são neoplasias benignas importantes, acredita-se que induzidas por vírus do epitélio de aves de companhia. Papovavirus, Herpesvirus e Papillomavirus foram identificados por meio de microscopia eletrônica causando essas lesões. Duas síndromes clínicas diferentes foram identificadas; uma com partículas virais semelhantes às do Papovavirus e do Herpesvirus identificadas em papilomas pequenos, duros, brancos a acinzentados nos pés de araras, e a segunda manifestação clínica foi observada em Psittacus erithacus (papagaio-do-congo), com lesões proliferativas na face, ao redor das pálpebras e comissuras do bico, e foram associadas a vírus semelhante ao Papillomavirus. Também são comuns massas no trato digestório, principalmente em coana e cloaca (TURREL et al., 1987; GRESPAN & RASO, 2014).

 3. Fibrossarcoma



É o tumor maligno mais frequente em aves de estimação, surge dos fibroblastos e de outras células mesenquimais que produzem colágeno. Apresenta-se como massa firme branca a acinzentada, que muitas vezes infiltra em tecidos adjacentes, possui bordas irregulares e é frequentemente aderida à pele e ulcerada; pode induzir à hemorragia e infecção bacteriana secundária; metátases variam em 5% a 15% de chance de ocorrência (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; REAVILL, 2004). Tecidos moles das asas, pernas e ao redor da cera e bico são comumente afetados, porém podem ocorrer em todo o corpo, assim como vísceras. Existem sarcomas indiferenciados que podem ser difíceis de classificar quanto ao tecido de origem. Sarcomas e fibrossarcomas são comuns em periquitos-australianos, araras e papagaios (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; REAVILL, 2004; LIGHTFOOT, 2006). PACHALY et al. (2016) relataram um caso de neurofibrossarcoma em região cervical submandibular de um papagaioverdadeiro e BRAGA JUNIOR et al. (2016) relataram um caso de sarcoma em tecido mole da asa de uma arara canindé. 

4. Hemangioma e hemangiossarcoma



Hemangiomas são neoplasias benignas do endotélio vascular com formação de canais vasculares irregulares e espaços preenchidos por sangue. Podem ser externos ou internos, porém ocorrem com mais frequência em pele dos pés, pescoço, asas, cloaca e região inguinal e no baço. Macroscopicamente apresentam-se como lesões macias, de coloração avermelhada a púrpura ou negra e planas; quando sujeitas a traumas podem sangrar profusamente. Hemangiomas parecem ocorrer mais comumente que os hemangiossarcomas em aves, sendo essa segunda forma a versão maligna do hemangioma. Pés, pernas, asas, bico e cloaca são locais comuns de hemangiossarcomas cutâneos, que são invasivos localmente e podem provocar metástases em locais distantes, incluindo pulmões, fígado e miocárdio (LATIMER, 1994; REAVILL, 2004; LIGHTFOOT, 2006; SINHORINI, 2008).

.5. Colangiocarcinoma



É uma neoplasia maligna originária do epitélio dos ductos biliares, tem característica agressiva, localmente invasiva e foi relatada como capaz de desenvolver metástases. É o tumor hepático mais frequentemente encontrado em aves mantidas em cativeiro, sendo reportado por ELANGBAM & PANCIERA (1988) e GODOY et al. (2009) em Amazona aestiva. Sinais clínicos específicos não são frequentes, porém podem ser observados emagrecimento, fraqueza, ataxia, hepatomegalia, tremores e convulsões, sendo que geralmente as aves apresentam sinais agudos ou são encontradas mortas. Na avaliação macroscópica o fígado pode estar aumentado e com nódulos firmes, de tamanhos variados e coloração esbranquiçada a amarronzada distribuídos pelo parênquima (ELANGBAM & PANCIERA, 1988; LATIMER, 1994; REAVILL, 2004; SINHORINI, 2008; GODOY et al., 2009).

 6. Linfoma



Neoplasia maligna originária de tecido linfoide periférico, comumente apresenta-se como como uma doença multissistêmica disseminada, caracterizada pelo desenvolvimento de massas de tecido branco-amarelado ou de características sarcomatosas, envolvendo todos os tecidos e órgãos do corpo, inclusive a medula óssea. As vísceras mais frequentemente acometidas são fígado, baço e rins, e a manifestação em locais isolados é rara, mas pode ocorrer na pele. É uma das neoplasias linfoides mais comuns de serem encontradas em aves. Um sinal clínico comumente associado ao linfoma com massa retrobulbar é a exoftalmia, pois existem agregados linfoides nesta região (LATIMER, 1994; REAVILL, 2004; LIGHTFOOT, 2006; GODOY et al., 2009).

7. Carcinoma de células escamosas 



O carcinoma de células escamosas é uma neoplasia maligna das células epiteliais escamosas, mais comum em calopsitas e psitacídeos como papagaios, periquito-australiano, agapornis e arara. Já foi descrita na pele da cabeça, pálpebras, peito, pescoço, asas, glândula uropigiana e ao redor do bico e no trato digestório superior (bico, cavidade oral, esôfago, inglúvio e proventrículo); todos estes são considerados sítios primários de ocorrência do carcinoma de células escamosas (TURREL et al., 1987). REAVILL (2004) afirma que existe uma tendência do desenvolvimento dessa neoplasia em locais de irritação crônica. O tumor é geralmente mal definido e muitas vezes aparece como uma ferida não cicatrizante, consiste em lesões crostosas e ulceradas; também pode apresentar-se como múltiplas massas elevadas com depressão ou ulceração central. É uma neoplasia muito invasiva, porém metástases distantes do foco primário são raras (TURREL et al., 1987; GRESPAN & RASO, 2014). Em geral, carcinomas em órgãos internos também são relativamente comuns e descritos com certa frequência em psitacídeos, alguns exemplos são carcinomas renais, gástricos, esplênicos, neoplasias em ovário e adenocarcinomas em fígado, ductos biliares e pâncreas (TURREL et al., 1987; LATIMER, 1994; REAVILL, 2004; LIGHTFOOT, 2006; SINHORINI, 2008; GRESPAN & RASO, 2014). GODOY et al. (2009) demonstram a ocorrência de carcinoma renal primário em um periquito-australiano e FREITAS et al. (2014) relataram um carcinoma raro de ser encontrado em aves, o carcinoma de células basais na pele da asa de um periquito-australiano. 


Diagnóstico

O histórico e a anamnese completos do paciente são de extrema importância para a seleção adequada de exames diagnósticos e tratamentos a  serem estabelecidos. Também é fundamental o exame físico da ave, palpação cuidadosa da neoplasia para verificar sua consistência (firme, macia ou flutuante) e se há aderências a outros tecidos, mensuração da massa em três dimensões e registro da sua localização exata. Um exame neurológico que inclua a avaliação dos padrões de marcha e de voo pode auxiliar no diagnóstico de lesões no sistema nervoso central ou periférico (TURREL et al., 1987). Lipomas geralmente são facilmente reconhecidos por veterinários experientes apenas por sua consistência, aparência macroscópica e história clínica com conhecimento de dieta inadequada do animal (GARNER, 2006). Exames auxiliares como hemograma, bioquímico e radiografias auxiliam na determinação da conduta clínica a ser adotada. O hemograma pode apontar alterações no número de hemácias e leucócitos, como anemia, leucopenia e leucocitose, presença de células tóxicas ou degeneradas. Detecção de linfocitose e observação de números variáveis de linfócitos imaturos (neoplásicos) no hemograma pode auxiliar no diagnóstico de neoplasias linfoides (LATIMER, 1994). Enzimas séricas elevadas podem ser úteis na identificação de neoplasias internas ou doença metastática. E quando os tumores se originam ou são adjacentes a ossos, radiografias da área são indicadas, para determinação da localização e grau de comprometimento ósseo e dos tecidos moles. Em casos suspeitos de neoplasias malignas, radiografias de corpo inteiro devem ser feitas para detecção de metástases antes de selecionar e iniciar tratamentos (TURREL et al., 1987). Todos os tumores devem ser citologicamente ou histologicamente examinados antes do tratamento, para que a quantidade máxima de informação esteja disponível ao tomar uma decisão terapêutica. O exame de citologia por meio de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) ou imprint de tumores ulcerados ajuda a diferenciar massas neoplásicas de não neoplásicas e neoplasias benignas de malignas. A biópsia excisional (retirada de todo o tumor) com margens de tecido normais é ideal, pois além de diminuir a probabilidade de recidiva da neoplasia fornece tecido normal suficiente para histopatologia 13 comparativa. Biópsia incisional e punção com agulha fina podem ser feitas em casos de tumores muito grandes, invasivos e internos (TURREL et al., 1987). Algumas coletas de amostras neoplásicas podem levar a resultados errados ou inconclusivos. Como no caso de lipomas, muitas vezes não é possível distinguir lipomas e lipossarcomas de maneira fácil com citologia aspirativa, sendo o diagnóstico definitivo feito por meio da extração cirúrgica total (GRESPAN & RASO, 2014). Após a exérese, a neoplasia ou a parte retirada deve ser imediatamente acondicionada em recipientes grandes o suficiente para sua acomodação, com volume de fixador histológico cerca de 10 a 20 vezes maior do que o diâmetro do material, para que ocorra fixação adequada. O fixador mais utilizado é a solução de formol tamponado a 10%. A coloração por hematoxilina e eosina é utilizada para avaliação histopatológica, e então observa-se características de malignidade (delimitação da neoplasia, status de diferenciação, anisocitose e anisocariose, índice mitótico) e origem do tecido neoplásico (HORTA et al., 2013). Se não for possível a determinação da origem da neoplasia por meio da histologia, como em tumores indiferenciados, se faz necessária a realização de imunoistoquímica. Vimentina, citoqueratina AE1/AE3, CD68 e 1A4 são exemplos de marcadores imunoistoquímicos de células mesenquimais, células epiteliais, macrófagos e células musculares lisas, respectivamente (GODOY et al., 2009; HORTA et al., 2013).

Tratamento e prognóstico

Em aves, o tratamento de neoplasias é pouco documentado. A maior parte dos relatos de protocolos de tratamento é anedótica ou envolve apenas um paciente, assim como muitos não são publicados. Frequentemente o tratamento é baseado no de outras espécies domésticas, em geral, a excisão cirúrgica é recomendada em casos de tumores sólidos, enquanto os processos neoplásicos sistêmicos (linfoma sistêmico, condições metastáticas) são tratados de maneira mais eficaz com o uso de quimioterapia sistêmica (LIGHTFOOT, 2006). O objetivo do tratamento é erradicar completamente a neoplasia, garantindo a função normal do órgão ou tecido. O tipo, localização e grau de infiltração do tumor, além da condição física da ave, são fatores que influenciam na escolha do tratamento. A extração cirúrgica ampla é a opção mais adequada para a maioria das neoplasias benignas e malignas de tamanho pequeno. Recomenda-se a retirada de pelo menos 0,5 cm de tecido normal além da margem palpável do tumor, porém o tamanho do paciente e a localização da neoplasia podem limitar o grau de ressecção cirúrgica (TURREL et al., 1987). A amputação pode ser utilizada em casos de neoplasias muito invasivas, infiltradas e grandes em membros (SINHORINI, 2008). Em todos os procedimentos cirúrgicos, biopsiais e punções é de extrema preocupação a hemostasia, pois os tumores normalmente são muito vascularizados e podem causar hemorragias profusas (HORTA et al., 2013). TURREL et al. (1987) descrevem a criocirurgia e a hipertermia como métodos alternativos utilizando a temperatura local para causar necrose e destruição de tecidos anormais. As indicações para o uso da criocirurgia são pequenos tumores dérmicos, orais e cloacais e citorredução de neoplasias grandes. Contudo, relatos com estas técnicas não são comuns em aves. A radioterapia é eficaz em neoplasias superficiais (menos de 3 mm de espessura), que podem ser tratadas com partículas de estrôncio-90, irídio-192 e iodo-125 selados em cápsulas de aço, para irradiação pós-operatória e implantados cirurgicamente em tumores superficiais ou profundos para concentrar a radiação no tecido tumoral (TURREL et al., 1987). LIGHTFOOT (2006) afirma que em casos onde a exérese total da neoplasia é difícil ou não é possível, podem ser utilizadas as formas alternativas de terapia local, incluindo radiação de feixe externo (cobalto 60 ou acelerador linear), terapia fotodinâmica, crioterapia e aplicadores de radiação manual. Para neoplasias disseminadas, como neoplasias linfoides ou tumores com metástase, é indicada a quimioterapia. Alguns agentes quimioterápicos são a ciclofosfamida, lomustina, antiinflamatórios esteroidais (prednisona e prednisolona), vincristina, doxorrubicina, cisplatina, carboplatina e L-asparaginase 15 (LIGHTFOOT, 2006). Porém a maioria dos quimioterápicos não é testada em aves, assim como não há protocolos de tratamento apropriados e toxicidades limitantes de dose bem definidos. Segundo TURREL et al. (1987), antiinflamatórios esteroidais foram utilizados para reduzir o volume de neoplasias como leucose linfoide e do linfossarcoma em aves, e existem relatos anedotais de sua utilização e eficácia. Algumas neoplasias foram relatadas com tratamentos eficazes. O lipoma pode regredir e tornar-se autolimitante com tratamento de obesidade em psitacídeos, evitando cirurgias (GILL, 2001, citado por GRESPAN & RASO, 2014; REAVILL, 2004). Tratamentos com remoção cirúrgica associada à quimioterapia com cisplatina ou carboplatina foram realizados em casos de adenocarcinomas ovariano e renal e colangiocarcinoma (LIGHTFOOT, 2006). ARAÚJO et al. (2007), BRAGA JUNIOR et al. (2016), PACHALY et al. (2016) e CAMARGO FILHO et al. (2016) realizaram excisões cirúrgicas de rabdomiossarcoma, sarcoma, neurofribrossarcoma e melanoma, respectivamente, em aves e obtiveram êxito, sem recidivas e sem necessidade tratamentos adicionais. Assim como as terapias, os prognósticos de neoplasias específicas são ainda limitados na área de medicina veterinária de aves. Fibrossarcomas, por exemplo, que são localmente invasivos, raramente desenvolvem metástases e têm potencial de recidiva moderado a alto, são considerados de prognóstico reservado, e os lipomas e mielolipomas com bom prognóstico quando realizada a excisão cirúrgica (REAVILL, 2004). LATIMER (1994) classifica as neoplasias do sistema nervoso central com prognóstico ruim.


PARA LER A PESQUISA ORIGINAL E O RELATO DE CASO DE UM PAPAGAIO COM  NEOPLASIA  CLIQUE AQUI 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Respondendo Comentários: Como é o curso de Auxiliar Veterinária!!

Olá, Araras Azuis!! Uma pessoa comentou em uma das minhas postagens recentes, pedindo para eu contar minha experiência no curso de auxiliar veterinário. Então, decidi escrever esta postagem e falar como foi e o que aprendi. A pessoa também perguntou como passei em medicina veterinária. Espero que esta postagem inspire e ajude quem precisa.
COMO É O CURSO DE AUXILIAR VETERINÁRIA?

O curso de Auxiliar Veterinário é ideal para aqueles que têm paixão pelos animais e desejam desempenhar um papel área da sveterinária. Projetado para proporcionar uma compreensão abrangente das práticas e procedimentos veterinários, esse curso oferece uma mistura equilibrada de teoria e prática, preparando os alunos para auxiliar efetivamente os profissionais veterinários em suas tarefas diárias.

O currículo geralmente tem uma variedade de materias , desde anatomia e fisiologia animal até técnicas de manejo, primeiros socorros e farmacologia veterinária. Os alunos aprendem sobre as diferentes espécies, suas características e necessidades específicas de cuidados. Além disso, são instruídos sobre os princípios éticos e legais que regem a prática veterinária.

Durante o curso, os alunos têm a oportunidade de adquirir habilidades práticas, como a administração correta de medicamentos, técnicas de coleta de amostras biológicas, curativos e procedimentos de higiene. Aprender a interpretar sinais vitais e reconhecer sintomas comuns de doenças em animais também é parte integrante do treinamento.
O estágio prático desempenha um papel muito importante no curso de Auxiliar Veterinário. Proporciona aos alunos a chance de aplicar seus conhecimentos teóricos em um ambiente de trabalho real. Durante o estágio, os participantes têm a oportunidade de interagir diretamente com animais, trabalhar em equipe com profissionais veterinários e ganhar experiência prática no ambiente clínico.
A comunicação eficaz é uma habilidade enfatizada ao longo do curso, já que os auxiliares veterinários frequentemente interagem não apenas com os animais, mas também com os proprietários. A capacidade de fornecer informações claras sobre tratamentos, cuidados e procedimentos é fundamental para o sucesso nesta função.
Além disso, muitos cursos de Auxiliar Veterinário também abordam tópicos relacionados à gestão de consultórios veterinários, incluindo noções básicas de administração, agendamento de consultas e manutenção de registros.
Ao concluir o curso, os graduados estão equipados para desempenhar um papel vital na equipe veterinária. Eles podem encontrar emprego em clínicas veterinárias, hospitais para animais, abrigos e até mesmo em empresas que fornecem produtos e serviços para animais de estimação. O curso de Auxiliar Veterinário oferece uma base sólida para aqueles que buscam uma carreira gratificante no cuidado e bem-estar dos animais.
Eu Amava as aulas práticas em laboratório pois elas proporcionaram uma compreensão profunda e tangível da importância vital das análises clínicas. A habilidade de realizar diagnósticos precoces, monitorar de maneira eficiente as condições de saúde e contribuir para melhorias significativas na saúde dos pacientes ressalta a contínua relevância desse campo dinâmico. Estou ansioso pela perspectiva de incorporar esse conhecimento prático em minha trajetória profissional, ciente de que as análises clínicas manterão seu papel importante na prática médica contemporânea.
Tínhamos aulas práticas em laboratório, nas quais não apenas realizávamos análises clínicas, mas também conduzíamos necropsias. Além disso, tínhamos experiências valiosas com animais vivos, considerando-os nossos pacientes durante as aulas práticas, proporcionando uma abordagem única e abrangente além do estágio tradicional.

As aulas práticas me proporcionou experiências extraordinárias ao permitir-me explorar a riqueza da fauna brasileira em aulas práticas que incluíram visitas ao CETAS, a ONGs e ao Museu de Anatomia da USP. Nessas ocasiões, fui privilegiado ao ter encontros fascinantes com uma variedade impressionante de animais.

Nos CETAS e nas ONGs, deparei-me com tamanduás, capivaras, lobos-guarás, araras-canindé, jacarés, jaguatiricas, macacos-prego e até serpentes peçonhentas. Cada experiência proporcionou uma compreensão prática e profunda da biodiversidade que compõe a nossa fauna, consolidando os conceitos aprendidos em sala de aula.


A diversidade de animais encontrados nessas experiências reforçou a importância da preservação ambiental e da conscientização sobre a conservação de espécies ameaçadas. Cada encontro serviu como um lembrete da responsabilidade que compartilhamos na proteção do nosso ecossistema e na preservação da magnífica vida selvagem que chama o Brasil de lar.
Durante o meu processo de aprendizado, também tive a oportunidade de explorar e descobrir fascinantes aspectos sobre a vida de diferentes insetos, como abelhas, aranhas, escorpiões e até mesmo as menos apreciadas, como as baratas.

Minhas aulas práticas ganhavam um toque especial sempre que decidia levar meus animais, sendo a presença de minha adorável cachorrinha, Penelupe, a mais notável e apreciada. Sua companhia tornava cada experiência única e marcante.

Ao levar Penelupe para as aulas, não era apenas a minha fiel companheira que estava presente; era como se uma atmosfera mais leve e acolhedora permeasse o ambiente.


COMO EU PASSEI EM MEDICINA VETERINÁRIA E ESTUDAVA OS CONTEÚDOS DO CURSO DE AUXILIAR VETERINÁRIA?

m busca de meus objetivos, embarquei em uma jornada intensiva de estudos, dedicando-me entre 13 a 16 horas diárias para absorver todo o conteúdo exigido pelo ENEM e pelo curso de auxiliar veterinário. Essa empreitada não foi apenas uma tarefa árdua, mas uma oportunidade para aprimorar meu conhecimento e alcançar os resultados desejados.

A chave para meu sucesso estava na organização. A criação de cronogramas detalhados tornou-se uma ferramenta indispensável, delineando cada momento do meu dia para otimizar o aprendizado. Com disciplina e comprometimento, pude equilibrar as demandas do ENEM e do curso, garantindo que nenhum tópico ficasse negligenciado.


Isso é algo pessoal meu mais a fé em Deus desempenhou um papel importante nesse percurso desafiador. Em momentos de dúvida ou cansaço, minha confiança em Deus e na sua Divina Providência me impulsionava a superar obstáculos. A certeza de que cada esforço estava sendo guiado por uma força maior conferia-me tranquilidade e fortalecia minha determinação.

Além da minha jornada individual, uma coisa que impulsionou meu progresso nos estudos foi minha participação ativa em uma comunidade online no Twitter chamada studytwt. Este ambiente virtual tornou-se um refúgio onde estudantes como eu compartilhavam experiências, dicas e desafios relacionados aos estudos, criando uma atmosfera inspiradora e motivadora.


A interação com outros estudantes que compartilhavam metas semelhantes proporcionou uma sensação de acolhimento e apoio mútuo. As histórias de superação, os conselhos encorajadores e as vitórias compartilhadas pelos meus amigos virtuais criaram um senso de comunidade que era revigorante. Nos momentos de desânimo, encontrar palavras de incentivo e apoio na comunidade do studytwt é como ter um grupo de estudo virtual, pronto para me motivar a seguir em frente.

O impacto dessa comunidade não se limitou apenas à troca de informações práticas. A atmosfera positiva e inspiradora estimulou minha motivação. Ver outros estudantes enfrentando desafios semelhantes e alcançando seus objetivos reforçou minha crença de que, com determinação e trabalho árduo, as metas acadêmicas são alcançáveis.

AONDE EU FIZ OS CURSOS?
Primeiro de Tudo gostaria de Lembrar que eu moro em São Paulo!!
Eu fiz curso de Auxiliar veterinário na Polly Pet entre os anos de 2019-2023 e fiz outros cursos lá como Exóticos e silvestres,Emergência e UTI e de amostra clinicas.
Fiz especialização como Auxiliar Veterinária no curso de animais Selvagens para auxilares na faculdade Anclivepa.
Agora em 2024 faço graduação em medicina veterinária na Faculdade Anclivepa.
Qualquer dúvida podem me perguntar vontade!!
Minhas Redes sociais sobre estudos são essas Aqui:


terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Meus Resumos,Artigos e Trabalhos Academicos do Curso de Auxiliar Veterinaria!!

Eu e Minha Amada
Cachorrinha Penelupe 
em Aula prática!!

 Olá, Araras Azuis!! Como muitos sabem, sou formada em Auxiliar de Veterinária pela Polly Pet e fiz especialização para ser auxiliar de animais selvagens, exóticos e silvestres na Anclivepa. Comecei o curso em 2019. Para quem não conhece ou se confunde com a medicina veterinária, um Auxiliar de Veterinária, ou enfermeiro veterinário como também é chamado, atua em conjunto com médicos veterinários e laboratórios. Suas atividades principais incluem auxílio em cirurgias, procedimentos e curativos, além de apoio nas técnicas aplicadas nos animais. As responsabilidades do auxiliar veterinário podem variar de acordo com o local de trabalho em que atua. Mesmo assim, é preciso ter conhecimento em diversas áreas para prestar um serviço de qualidade e, com isso, ser mais valorizado pelos empregadores.Eu sou a favor da democratização da cultura e educação além de democratizar o acesso a literatura e estudos eu quero ajudar mais estudantes que fazem medicina veterinaria,auxiliar de veterinaria e estudam para o ENEM terem acesso a mais contéudos de estudos!Ao longo dos anos entre 2019-2023, aprendi muita coisa e decidi disponibilizar em PDF no Google Drive todos os meus cadernos, resumos, simulados, provas e trabalhos do curso de auxiliar veterinário e do ENEM!

 Para utilizar esse Drive, há as seguintes regras:

1. Sinta-se à vontade para baixar e compartilhar onde quiser os resumos e o link neste Drive.

2. Se postar, não diga que esses resumos são seus, pois quem fez fui eu.

3. Somente eu posso remover, editar e adicionar qualquer conteúdo nesse Drive.

4. Este Drive será sempre atualizado com novos resumos que eu fizer.

5. Muitos desses resumos estão disponíveis no meu Passei Direto e no Twitter.

6. Qualquer problema com os arquivos ou qualquer erro que algum resumo tenha, entre em contato comigo via Twitter @NathalyMarcon_.

7. Este Drive não contém apostilas ou simulados de outros cursos, somente o conteúdo que eu fiz e disponibilizei por conta de direitos autorais!!

8. Alguns resumos de auxiliar veterinária têm imagens fortes de anatomia e patologias.

9. O conteúdo desse Drive são somente meus resumos de auxiliar veterinária e vestibulares/ENEM.

10. O conteúdo desses resumos foi extraído de fontes confiáveis como: slides das aulas dos meus professores, apostila da Anclivepa e Polly Pet, conteúdo do cursinho Poliedro, SESI e Me Salva, Toda Matéria e Brasil Escola.

11. Alguns resumos podem estar sujeitos a erros ou informações erradas.

12. Por favor, não critique minha letra, eu sei que ela é horrível e feia, e se você não entender ou não gostar, é só não ler. A mesma coisa vale para a estética colorida e os enfeites em meus resumos.

13. Prometo atualizar semanalmente a cada resumo que farei.

14. Não irei apagar ou deixar o Drive privado, somente se necessário. Por precaução, baixe todo o conteúdo antes.

15. Se você veio até aqui porque viu o link no Twitter, por favor, compartilhe com mais pessoas.

16. Aqui tem diferentes tipos de resumos: os resumos digitais, mapas mentais, resumos no papel e fichas. Tente estudar pelo que funcione com você!

17. Se você não gosta de resumos decorados, ao invés de criticar, vá procurar estudar com outros resumos. (Desculpe se fui grossa).

18. Se algum conteúdo estiver com muitas informações erradas, me mande uma mensagem no Twitter para que eu possa remover.

19. Ninguém pode administrar esse Drive, somente eu.

20. Esse Drive tem total livre acesso para todas as pessoas.

ESSE DRIVE SERÁ CONSTANTEMENTE ATUALIZADO E POSTAREI CONTEUDOS DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINARIA TAMBÉM! 

CLIQUE AQUI PARA LER E BAIXAR O CONTEUDO DO MEU DRIVE DE ESTUDOS!!

Esse Drive foi feito por Mim Náthaly Marcon!!