domingo, 26 de julho de 2026

Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo


Olá, araras azuis!!!

Hoje eu trago notícias revoltantes, que me deixaram com muita, mas muita raiva. Confesso que fiquei completamente indignada quando soube do que aconteceu, e acho importante compartilhar isso com vocês.

Animais silvestres e aves exóticas, incluindo uma arara-azul — espécie ameaçada de extinção —, uma arara-canindé, uma coruja suindara, cacatuas, papagaios e jabutis, além de felinos mantidos em caixas, foram resgatados pela Polícia Federal durante uma operação contra o tráfico de animais realizada na manhã desta quarta-feira (15), em Várzea das Moças, na Região Oceânica de Niterói. Um homem foi preso em flagrante por manter animais silvestres em cativeiro e por maus-tratos.

Batizada de Operação Bicho Solto, a ação foi realizada por agentes do Grupo de Repressão a Crimes Ambientais da Delegacia da Polícia Federal em Niterói, com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.


No imóvel, foram encontrados animais da fauna silvestre e aves exóticas mantidos em cativeiro, alguns em situação de maus-tratos. Entre as espécies identificadas estavam coruja suindara, cacatua galah, cacatua galerita, papagaio-verdadeiro, jandaia, marianinha, ring neck, arara-canindé, arara-azul e jabutis.


Além dos animais, os agentes apreenderam documentos com indícios de fraude, dinheiro e mídias que serão analisadas no decorrer da investigação.


Segundo a Polícia Federal, o investigado já havia sido alvo de apurações por suspeita de chefiar uma quadrilha interestadual especializada no tráfico de aves raras. Os animais seriam capturados em diferentes estados do país, incluindo espécies ameaçadas de extinção.


— A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres. No local, foram encontradas diversas espécies da fauna brasileira, algumas ameaçadas de extinção, como a arara-azul, além de espécies exóticas, todas mantidas em situação irregular. Alguns animais também estavam em situação de maus-tratos. Eles estão sendo recolhidos e encaminhados para um local apropriado, enquanto o responsável pelo imóvel foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Niterói e autuado em flagrante — afirmou o delegado federal Fernando César, responsável pela investigação.

Após a prisão, o suspeito foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Niterói, onde foi autuado em flagrante. Em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado e ficará à disposição da Justiça.

sábado, 25 de julho de 2026

Video: Em extinção Arara Azul de Lear Procria em centro de conservação

 


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Bahia participa da maior contagem simultânea de araras-azuis do mundo; veja como colaborar

 


Olá, araras azuis!!!

Hoje eu trago boas notícias! Espero que vocês gostem e fiquem tão felizes quanto eu ao saber delas. Espero também que essas novidades alegrem o dia de vocês. Vamos conferir?

Nos próximos dias 1º e 2 de agosto, o Instituto Arara Azul promove a segunda edição do chamado Big Day das Araras-Azuis. Trata-se de uma mobilização internacional de ciência cidadã voltada para o registro da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) em áreas de ocorrência da espécie no Brasil, Bolívia e Paraguai. A iniciativa é considerada a maior contagem simultânea de araras-azuis realizada na natureza.Inspirado no Global Big Day, tradicional evento mundial de observação de aves que reúne milhares de participantes para registrar espécies em campo, o Big Day das Araras-Azuis busca mapear a presença da arara-azul-grande, símbolo da biodiversidade brasileira. A espécie é monitorada pelo Instituto Arara Azul há mais de 30 anos e ainda enfrenta ameaças à sua conservação. primeira edição do Big Day das Araras-Azuis foi realizada em 2025 e trouxe resultados considerados expressivos pelos pesquisadores. Segundo a médica-veterinária e coordenadora de campo do Projeto Arara Azul na Caiman, Maria Eduarda Monteiro, os números demonstram o potencial da mobilização.

“No Brasil, Mato Grosso do Sul liderou a contagem, com 409 araras-azuis registradas e uma grande mobilização de observadores em diferentes municípios. O Pará também teve uma participação muito expressiva, com 335 indivíduos registrados e forte envolvimento da comunidade local”, explica.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Comportamento em grupo da Ararinha Azul

 Olá, araras azuis!!! Hoje eu trago um artigo escrito por mim, com base nas minhas pesquisas, sobre o comportamento em grupo da ararinha-azul. Vou deixar as fontes utilizadas no final da publicação. Apesar de ser uma espécie muito conhecida, ainda há muitos aspectos interessantes sobre seu comportamento. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma ave altamente social. Ela forma pares duradouros, estabelecendo fortes vínculos com seu parceiro ao longo da vida. Além disso, esses casais interagem com outras ararinhas-azuis e, ocasionalmente, com outras espécies de psitacídeos, principalmente durante a alimentação, o descanso e os deslocamentos. Como acontece com outras araras, a comunicação desempenha um papel essencial em sua sobrevivência. Vocalizações, posturas corporais e o contato próximo fortalecem os laços entre os indivíduos, auxiliam no reconhecimento entre os casais, permitem alertar sobre possíveis ameaças e facilitam a convivência. Registros históricos mostram que a ararinha-azul não costumava formar grandes bandos, como ocorre com algumas outras espécies de araras. O mais comum era encontrá-la em pares ou em pequenos grupos familiares, comportamento que provavelmente está relacionado à disponibilidade de recursos e às características da Caatinga, seu habitat natural. Após décadas de esforços de conservação, a ararinha-azul voltou à natureza por meio de programas de reintrodução. Hoje, pesquisadores acompanham de  perto os indivíduos reintroduzidos para entender como eles estabelecem vínculos sociais, escolhem parceiros, exploram o ambiente e se adaptam à vida livre. Essas informações são fundamentais para aprimorar futuras reintroduções e garantir que novas populações possam se estabelecer de forma saudável. A conservação de uma espécie vai muito além de proteger indivíduos. É necessário compreender seu comportamento, sua ecologia e suas relações sociais para que ela volte a desempenhar seu papel no ecossistema e tenha populações estáveis na natureza. Fontes: ICMBio, ACTP (Association for the Conservation of Threatened Parrots), BirdLife International e publicações científicas sobre Cyanopsitta spixii.