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domingo, 11 de outubro de 2026

Os riscos da humanização de psitacídeos

Olá Araras Azuis!!

Você sabia que a humanização de psitacídeos pode trazer consequências negativas para a saúde física e comportamental dessas aves? Araras, papagaios, cacatuas e periquitos são animais extremamente inteligentes, sociáveis e capazes de desenvolver vínculos afetivos. Entretanto, essas características não significam que devemos tratá-los como seres humanos ou ignorar suas necessidades naturais.

A humanização acontece quando atribuímos às aves comportamentos, sentimentos e necessidades exclusivamente humanos, interpretando suas atitudes apenas pela nossa perspectiva. Isso pode levar a práticas inadequadas, como impedir que expressem seus comportamentos naturais, estimular uma dependência excessiva dos tutores ou desconsiderar a importância das interações sociais próprias da espécie.

Um dos principais riscos é o desenvolvimento de problemas comportamentais. Psitacídeos que vivem em ambientes pouco estimulantes, sem oportunidades adequadas de exploração, forrageamento, voo quando possível e interação social, podem apresentar estresse, vocalizações excessivas e comportamentos repetitivos. Em algumas situações, também podem desenvolver arrancamento de penas, embora esse comportamento tenha diferentes causas e precise de avaliação veterinária.

Outro problema é a interpretação equivocada de suas necessidades. Uma ave que procura constantemente a atenção humana não necessariamente está demonstrando apenas carinho: seu comportamento também pode estar relacionado ao ambiente, à rotina, à aprendizagem e à falta de estímulos. Da mesma forma, interpretar determinados comportamentos como ciúmes ou birra pode levar o tutor a adotar medidas inadequadas, em vez de investigar o que o animal realmente precisa.

A humanização também pode prejudicar a socialização. Quando uma ave é estimulada a depender exclusivamente de uma pessoa, pode apresentar dificuldades para lidar com mudanças na rotina, com a ausência do tutor ou com outras pessoas e aves. Além disso, o manejo inadequado, a alimentação imprópria e a falta de acompanhamento veterinário podem comprometer sua saúde e qualidade de vida.

É importante lembrar que amar uma ave não significa tratá-la como uma pessoa, mas compreender e respeitar suas necessidades como animal. Os psitacídeos precisam de alimentação equilibrada, ambiente seguro, enriquecimento ambiental, estímulos cognitivos, oportunidades de expressar comportamentos naturais e acompanhamento de um médico-veterinário especializado em animais silvestres e exóticos.

Isso não significa que devemos evitar vínculos afetivos com nossas aves. Pelo contrário! É perfeitamente possível construir uma relação de confiança, carinho e respeito sem desconsiderar sua natureza. O problema não está em amar, conversar ou interagir com elas, mas em colocar nossas expectativas humanas acima de suas necessidades biológicas e comportamentais.

A educação ambiental e a conscientização são fundamentais para combater práticas inadequadas de criação e promover o bem-estar desses animais. Quanto mais conhecemos a biologia e o comportamento dos psitacídeos, mais preparados estamos para oferecer cuidados responsáveis.

Respeitar a natureza de uma ave também é uma forma de demonstrar amor. 

Um mês inativa, desculpa! A culpa foi dos estudos.

 Olá, Araras Azuis!! 

Peço desculpas por ter ficado um mês inteiro inativa e sem publicar nenhuma postagem por aqui! Estive bastante ocupada com os estudos da faculdade de Biologia, cheia de provas e trabalhos acadêmicos, além de estar procurando emprego na área de Auxiliar de Veterinária. Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, acabei ficando sem tempo para me dedicar ao blog como gostaria.

Mas não se preocupem, pois estou de volta! Quero aproveitar este mês para compensar todo esse tempo sem publicações e trazer muitos conteúdos novos sobre as nossas queridas araras-azuis, sua conservação, biodiversidade e curiosidades. 

Muito obrigada a todos que continuam acompanhando o blog e apoiando este pequeno projeto que existe há tantos anos! Espero que gostem das próximas postagens. Preparem-se, porque teremos bastante conteúdo por aqui neste mês!

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Filhotes de arara eazul de lear nascem na Bélgica; veja

 



Olá, Araras Azuis!! 

Hoje trago excelentes notícias! Estou muito animada com elas e mal posso esperar para compartilhar tudo com vocês. Espero que fiquem tão felizes quanto eu com essa novidade!

Dois filhotes de arara-azul-de-lear, uma espécie ameaçada de extinção encontrada na natureza apenas no Nordeste do Brasil, nasceram no início de julho no zoológico Pairi Daiza, na Bélgica.

O parque anunciou o nascimento na quarta-feira (29) e afirmou que, com o feito, se tornou o único centro público de conservação do mundo a reproduzir com sucesso as três espécies de araras-azuis.

Os filhotes nasceram nos dias 1º e 3 de julho e são os primeiros descendentes de um casal cuja primeira tentativa de reprodução, realizada no ano passado, não teve sucesso.

De acordo com o zoológico, o nascimento foi resultado de mudanças feitas no programa de reprodução da espécie. As adaptações buscaram recriar, dentro do parque, as condições do ambiente natural onde vivem as araras-de-lear.

Atualmente com cerca de três semanas de vida, os filhotes estão sendo alimentados manualmente e recebem acompanhamento constante da equipe veterinária. Os animais foram aquecidos em cobertores, pesados e alimentados durante os primeiros cuidados.


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A triste maneira como a sociedade antiga enxergava as Araras no passado

 Olá, araras azuis!!!!

Hoje vim falar sobre uma realidade triste do passado, mas que, felizmente, vem mudando ao longo dos anos.

Aqui está um texto curto:

Durante muito tempo, a sociedade enxergou aves silvestres, como as araras, apenas como animais de estimação exóticos, atrações de circo ou objetos de entretenimento. Essa visão contribuiu para o aumento do tráfico de animais silvestres, já que a captura de filhotes na natureza era incentivada pela alta demanda. Além do sofrimento causado pelo transporte e pelo confinamento, muitas aves desenvolviam estresse crônico, alterações comportamentais e, em muitos casos, morriam antes mesmo de chegar ao destino. A retirada desses animais de seus habitats também causou sérios impactos à biodiversidade, reduzindo populações naturais e comprometendo funções ecológicas importantes, como a dispersão de sementes. Felizmente, a conscientização sobre a importância da conservação das espécies vem crescendo, reforçando que as araras pertencem à natureza e desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas.

domingo, 2 de agosto de 2026

A Nova Biblioteca do Blog


 Olá, Araras Azuis!!!

Lembram daquele drive que eu tinha montado? Infelizmente, alguns arquivos foram corrompidos, e muitas pessoas reclamavam que não conseguiam abrir os EPUBs e outros formatos.

Por isso, desta vez estou montando um novo drive com artigos, livros e pesquisas sobre araras, todos em PDF. Assim, ele será muito mais acessível para todos, além de os arquivos estarem organizados e separados entre materiais em português e em inglês.

Espero que essa nova versão seja muito mais útil e prática para todo mundo! 

sábado, 1 de agosto de 2026

Comportomaneto reprodutivo e monogâmico da Arara Azul

 

Olá, Araras Azuis!!!!

Hoje eu trouxe um artigo sobre o comportamento reprodutivo e monogâmico da arara-azul. Espero que vocês gostem da leitura e aprendam um pouco mais sobre essa espécie tão incrível e fascinante!!!!

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma das aves mais emblemáticas da fauna brasileira, reconhecida por sua plumagem azul intensa, grande porte e elevada inteligência. Além de sua importância ecológica como dispersora de sementes, essa espécie desperta interesse científico devido ao seu complexo comportamento social e reprodutivo. Um dos aspectos mais marcantes de sua biologia é a formação de casais estáveis, característica frequentemente associada à monogamia. No entanto, a monogamia observada nas araras-azuis deve ser compreendida como uma estratégia comportamental que favorece o sucesso reprodutivo e a sobrevivência da prole, sendo resultado de milhões de anos de adaptação evolutiva.

As araras-azuis atingem a maturidade sexual por volta dos seis aos oito anos de idade. Antes da reprodução, os indivíduos passam por um longo período de interação social até estabelecerem um vínculo com um parceiro. A escolha do casal é acompanhada por diversos comportamentos de aproximação, como vocalizações frequentes, limpeza mútua das penas, troca de alimento e voos sincronizados. Essas interações fortalecem o vínculo entre macho e fêmea, aumentando a cooperação durante a reprodução e a criação dos filhotes.

A espécie apresenta monogamia social, ou seja, macho e fêmea permanecem juntos durante várias temporadas reprodutivas e, frequentemente, por muitos anos. Embora seja comum afirmar que as araras-azuis escolhem um parceiro para toda a vida, essa afirmação não significa que o indivíduo jamais formará outro casal. Caso um dos parceiros morra ou desapareça, o sobrevivente pode estabelecer um novo vínculo reprodutivo. Dessa forma, a monogamia representa uma estratégia adaptativa baseada na cooperação entre os indivíduos e não uma impossibilidade biológica de formar novos pares.

Durante o período reprodutivo, os comportamentos de corte tornam-se mais intensos. O casal permanece constantemente próximo, realiza demonstrações de afeto por meio da limpeza das penas e da alimentação compartilhada, além de emitir vocalizações específicas que reforçam a comunicação entre os parceiros. Após esse período ocorre a cópula, geralmente repetida diversas vezes durante a estação reprodutiva para aumentar as chances de fecundação.

A reprodução depende diretamente da disponibilidade de locais adequados para nidificação. No Pantanal, principal área de ocorrência da espécie, as araras-azuis utilizam principalmente cavidades naturais presentes em árvores de manduvi (Sterculia apetala). Como essas cavidades levam décadas para se formar, a escassez de árvores antigas representa um dos principais fatores limitantes para a reprodução da espécie. Os casais costumam reutilizar o mesmo ninho durante vários anos, realizando apenas pequenas adaptações antes do início de uma nova estação reprodutiva.

A fêmea normalmente coloca um ou dois ovos, embora eventualmente possa ocorrer a postura de um terceiro ovo. A incubação dura aproximadamente trinta dias e é realizada quase exclusivamente pela fêmea, enquanto o macho permanece responsável pela obtenção de alimento e pela defesa do território ao redor do ninho. Essa divisão de tarefas demonstra a elevada cooperação existente entre os parceiros e constitui uma das principais vantagens da monogamia social observada na espécie.

Após a eclosão, os filhotes permanecem totalmente dependentes dos pais durante vários meses. Ambos os adultos participam da alimentação da prole, embora o macho costume dedicar maior parte do tempo à busca de alimento, enquanto a fêmea permanece protegendo o ninho e aquecendo os filhotes durante as primeiras semanas de vida. Em muitas ocasiões apenas um filhote sobrevive até a fase de independência, consequência da competição entre irmãos e da limitação dos recursos alimentares disponíveis. Esse fenômeno, apesar de parecer desfavorável, representa uma adaptação natural que aumenta as chances de sobrevivência do filhote mais desenvolvido quando o alimento é insuficiente para todos.

Mesmo após deixarem o ninho, os jovens continuam acompanhando os pais por vários meses. Durante esse período aprendem técnicas de alimentação, reconhecimento de predadores, escolha de áreas de descanso e formas de interação social com outros indivíduos da espécie. Esse longo período de aprendizagem evidencia a importância da participação conjunta do casal no desenvolvimento da prole, reforçando a necessidade de manutenção do vínculo entre os parceiros.

O comportamento monogâmico proporciona diversas vantagens ecológicas. A cooperação entre macho e fêmea aumenta o sucesso reprodutivo, melhora a proteção contra predadores, reduz conflitos durante a criação dos filhotes e favorece a sobrevivência dos jovens até a independência. Casais experientes também tendem a apresentar maior eficiência na utilização dos ninhos e na criação da prole quando comparados a casais recém-formados, demonstrando que a estabilidade do vínculo pode contribuir para o aumento do sucesso reprodutivo ao longo dos anos.

Apesar dessas adaptações, a reprodução da arara-azul enfrenta inúmeras ameaças decorrentes das atividades humanas. A destruição do habitat, a remoção de árvores antigas utilizadas para nidificação, os incêndios florestais, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres reduzem significativamente as oportunidades de reprodução da espécie. A perda de árvores com cavidades naturais limita diretamente a formação de novos casais reprodutivos e compromete a manutenção das populações naturais.

Nas últimas décadas, diversos programas de conservação têm contribuído para a recuperação das populações de arara-azul em algumas regiões do Brasil. Entre as principais ações estão a instalação de ninhos artificiais, o monitoramento de casais reprodutores, a proteção das áreas de ocorrência e o desenvolvimento de projetos de educação ambiental voltados às comunidades locais. Essas iniciativas demonstram que a conservação do habitat é indispensável para garantir o sucesso reprodutivo da espécie e assegurar sua permanência nos ecossistemas brasileiros.

Conclui-se que o comportamento reprodutivo da arara-azul está intimamente relacionado à sua estratégia de monogamia social e ao elevado investimento parental realizado por ambos os indivíduos do casal. A cooperação entre macho e fêmea, a utilização de ninhos por vários anos e o longo período de cuidado com os filhotes representam adaptações fundamentais para o sucesso da espécie. Dessa forma, compreender esses aspectos comportamentais é essencial para orientar ações de conservação, contribuindo para a preservação de uma das aves mais importantes e simbólicas da biodiversidade brasileira.


domingo, 26 de julho de 2026

Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo


Olá, araras azuis!!!

Hoje eu trago notícias revoltantes, que me deixaram com muita, mas muita raiva. Confesso que fiquei completamente indignada quando soube do que aconteceu, e acho importante compartilhar isso com vocês.

Animais silvestres e aves exóticas, incluindo uma arara-azul — espécie ameaçada de extinção —, uma arara-canindé, uma coruja suindara, cacatuas, papagaios e jabutis, além de felinos mantidos em caixas, foram resgatados pela Polícia Federal durante uma operação contra o tráfico de animais realizada na manhã desta quarta-feira (15), em Várzea das Moças, na Região Oceânica de Niterói. Um homem foi preso em flagrante por manter animais silvestres em cativeiro e por maus-tratos.

Batizada de Operação Bicho Solto, a ação foi realizada por agentes do Grupo de Repressão a Crimes Ambientais da Delegacia da Polícia Federal em Niterói, com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.


No imóvel, foram encontrados animais da fauna silvestre e aves exóticas mantidos em cativeiro, alguns em situação de maus-tratos. Entre as espécies identificadas estavam coruja suindara, cacatua galah, cacatua galerita, papagaio-verdadeiro, jandaia, marianinha, ring neck, arara-canindé, arara-azul e jabutis.


Além dos animais, os agentes apreenderam documentos com indícios de fraude, dinheiro e mídias que serão analisadas no decorrer da investigação.


Segundo a Polícia Federal, o investigado já havia sido alvo de apurações por suspeita de chefiar uma quadrilha interestadual especializada no tráfico de aves raras. Os animais seriam capturados em diferentes estados do país, incluindo espécies ameaçadas de extinção.


— A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres. No local, foram encontradas diversas espécies da fauna brasileira, algumas ameaçadas de extinção, como a arara-azul, além de espécies exóticas, todas mantidas em situação irregular. Alguns animais também estavam em situação de maus-tratos. Eles estão sendo recolhidos e encaminhados para um local apropriado, enquanto o responsável pelo imóvel foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Niterói e autuado em flagrante — afirmou o delegado federal Fernando César, responsável pela investigação.

Após a prisão, o suspeito foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Niterói, onde foi autuado em flagrante. Em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado e ficará à disposição da Justiça.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Comportamento em grupo da Ararinha Azul

 Olá, araras azuis!!! Hoje eu trago um artigo escrito por mim, com base nas minhas pesquisas, sobre o comportamento em grupo da ararinha-azul. Vou deixar as fontes utilizadas no final da publicação. Apesar de ser uma espécie muito conhecida, ainda há muitos aspectos interessantes sobre seu comportamento. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma ave altamente social. Ela forma pares duradouros, estabelecendo fortes vínculos com seu parceiro ao longo da vida. Além disso, esses casais interagem com outras ararinhas-azuis e, ocasionalmente, com outras espécies de psitacídeos, principalmente durante a alimentação, o descanso e os deslocamentos. Como acontece com outras araras, a comunicação desempenha um papel essencial em sua sobrevivência. Vocalizações, posturas corporais e o contato próximo fortalecem os laços entre os indivíduos, auxiliam no reconhecimento entre os casais, permitem alertar sobre possíveis ameaças e facilitam a convivência. Registros históricos mostram que a ararinha-azul não costumava formar grandes bandos, como ocorre com algumas outras espécies de araras. O mais comum era encontrá-la em pares ou em pequenos grupos familiares, comportamento que provavelmente está relacionado à disponibilidade de recursos e às características da Caatinga, seu habitat natural. Após décadas de esforços de conservação, a ararinha-azul voltou à natureza por meio de programas de reintrodução. Hoje, pesquisadores acompanham de  perto os indivíduos reintroduzidos para entender como eles estabelecem vínculos sociais, escolhem parceiros, exploram o ambiente e se adaptam à vida livre. Essas informações são fundamentais para aprimorar futuras reintroduções e garantir que novas populações possam se estabelecer de forma saudável. A conservação de uma espécie vai muito além de proteger indivíduos. É necessário compreender seu comportamento, sua ecologia e suas relações sociais para que ela volte a desempenhar seu papel no ecossistema e tenha populações estáveis na natureza. Fontes: ICMBio, ACTP (Association for the Conservation of Threatened Parrots), BirdLife International e publicações científicas sobre Cyanopsitta spixii. 

 

quarta-feira, 25 de março de 2026

CONSERVAÇÃO DA ARARA-AZUL-DE-LEAR E SUAS IMBRICAÇÕES COM O TURISMO DO RASO DA CATARINA

 

 Olá, araras-azuis! 

Hoje eu trouxe um artigo sobre a conservação da arara-azul-de-lear. Espero que gostem!

Se quiserem ler o PDF original, clique aqui

INTRODUÇÃO
Presente na contemporaneidade, a perspectiva conservacionista aponta
especificidades sobre o fazer humano no ambiente em que vive. Por isso, é importante buscar
compreender como as questões a ela relacionada se desenvolvem no cotidiano das populações
humanas, especialmente em áreas de conservação ambiental. Rotondaro et. al (2021; p. 274-
275 ) aponta a existência de duas correntes de pensamento conservacionista que trazem
compreensões sobre a relação do homem com a natureza: uma com o olhar de natureza
“intocada”, em que os recursos devem ser preservados; e outra que traz a ideia de
desenvolvimento sustentável em que o ser humano utiliza-se dos recursos disponíveis
buscando minimizar os impactos gerados.
É importante compreender como essa perspectiva se desenha nas sociedades
pósindustriais, marcadas por um desenvolvimento acelerado que tem repercussão nos modos
de vida de todas as espécies que habitam o planeta. Sabe-se hoje que é pertinente traçar
reflexões sobre como manter o equilíbrio entre conservação e desenvolvimento regional.
Frente a esse cenário, este texto apresenta resultados de uma etnografia multiespécie
(Tsing 2019; Dooren, Kirskey e Münster, 2016) que busca compreender as relações entre
humanos e não humanos no Raso da Catarina, região localizada no centro-norte da caatinga,
bioma exclusivamente brasileiro. Trata-se de um investimento em observar a prática do
cuidado interespecífico (entre duas ou mais espécies) que permite o surgimento de práticas
de desenvolvimento sustentável do local. Ela tem como enfoque principal a análise da relação
entre a conservação da Arara-Azul-de-Lear e o turismo ligado à natureza, bem como suas
consequentes reverberações na geração de renda para os moradores do Raso da Catarina -
Bahia. A região fica localizada no norte da Bahia, entre os municípios de Paulo Afonso,
Canudos e Macururé, no sertão baiano. O Raso da Catarina atrai turistas e pesquisadores do
mundo inteiro, para atividades de lazer, estudos e/ou pesquisas.
A Arara-Azul-De-Lear é uma espécie que, de acordo com o Instituto Chico Mendes de
Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sofre por ser alvo do tráfico de animais silvestres e
também por conta da destruição do seu habitat. Além dessas problemáticas, a espécie sofre
com o risco de morte por eletrocussão causadas pelo avanço do sistema de iluminação na
zona rural da região. Um outro problema é o conflito com agricultores que cultivam milho,
pois as araras passaram a alimentar-se do milho, causando danos a esses produtores, que
passaram a atacar as aves para afastá-las das lavouras. Por fim, há o risco de extinção de
uma das principais fontes de alimentação das araras, a palmeira licurizeiro, que produz o
coquinho Licuri.
Então, por meio de um mapeamento de atividades econômicas de turismo que levam
as comunidades a apoiar a conservação das Araras de Lear, conforme é conhecida por
ativistas, a pesquisa traz um olhar sobre a situação atual do turismo na região. Desse modo,
ao refletir sobre o contexto existente, a hipótese levantada é que tais atividades podem ser
utilizadas como uma maneira de proteger as Araras de lear e, por conseguinte, a caatinga,
com a ajuda da população da região. Assim, este texto busca apresentar resultados e
discussões em torno de dados colhidos em duas viagens a campo para pesquisa etnográfica
in lócus, ocorridas entre 6 a 14 de Agosto de 2023, e entre os dias 21 e 31 de Outubro de
2023, tendo como destino as cidades de Paulo Afonso-BA e Jeremoabo- BA, respectivamente.
METODOLOGIA
Para a realização do estudo, foi necessário a divisão das atividades em etapas. A
primeira consistiu em um mapeamento de conflitos relacionados à Arara-azul-de-lear
(Anodorhynchus leari) e de agências e práticas de turismos relacionados a natureza, no Raso
da Catarina. Nessa primeira etapa, foi possível realizar o estranhamento inicial do etnógrafo
e a narração de histórias, como sumarização dos conflitos mapeados. Na etapa seguinte, foi
realizada a observação participante de longa duração e narração de histórias como prática
científica (Despret, 2016), com foco na relação entre conservação da biodiversidade e turismo.
Na terceira etapa, aconteceu uma análise do corpus da pesquisa e as descrições sobre 
subsistência relacionada ao turismo do Raso da Catarina. Assim, visou-se a um retorno às observações e entrevistas focando no acompanhamento das articulações políticas em torno das políticas de turismo do Raso da Catarina, no poder público e nas organizações não governamentais relacionadas à conservação da caatinga. REFERENCIAL TEÓRICO Ancorado no campo de estudos das relações humano-animal, ou Animal Studies, a partir da antropologia (Despret, 2016) esta investigação assume como objeto a relação entre conservação da Arara-Azul-de-Lear, popularmente conhecida como Arara de lear, e o turismo de natureza a ela relacionado, na região do Raso da Catarina. McKercher (2002, p. 13) pondera que o segmento turismo de natureza engloba outros tipos de segmentações, como o ecoturismo, turismo de aventura, turismo educacional e outros tipos de atividades turísticas que proporcionam experiências de lazer ao ar livre, apresentando-se como um turismo alternativo ao turismo de massa. Fleischer (2007) analisa o desenvolvimento do ecoturismo na cidade de São Tomé das Letras apresentando os aspectos positivos e negativos do ecoturismo na localidade, além disso, traz reflexões sobre a relação do turismo com o patrimônio histórico. As discussões abordadas pelo autor revelam compreensões sobre a importância do planejamento turístico e da aplicação de planos de manejo que norteiam as atividades turísticas. Assim, levando em consideração o estudo de Fleischer (2007), fica evidente a importância da observação do turismo no Raso da Catarina-BA com uma visão holística a fim de mapear as relações e reverberações do turismo na região, buscando compreender as singularidades de cada localidade e a ligação com a conservação da biodiversidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO A imprensa, recorrentemente, publica reportagens sobre conflitos socioambientais envolvendo essas aves. O site de notícias TAB UOL de Euclides da Cunha-Ba, por exemplo, em fevereiro de 2020, noticiou que, com o avanço do sistema de iluminação na zona rural da região, muitas araras têm sido encontradas mortas por entrarem em contato com a fiação elétrica dos postes da Neoenergia Coelba. Outra problemática que ameaça a sobrevivência dessas aves é o conflito com agricultores que cultivam milho, pois as araras passaram a alimentar-se desta fonte nutricional (os agricultores consideram-nas como pragas), causando danos a esses produtores que passaram a atacar as aves para afastá-las das lavouras. O site UOL (2020) traz uma matéria que discute a problemática aqui levantada, destacando que esse comportamento das aves pode ser consequência do desmatamento da vegetação nativa que abrigava alimento para as araras. A matéria destaca, ainda, que a palmeira licurizeiro que produz o coquinho licuri, uma das fontes de alimentação das araras, está também ameaçada de extinção. Contudo, por meio da coleta de dados sobre iniciativas que envolvem
 turismo e conservação será possível analisar a possibilidade do turismo de natureza, em especial o ecoturismo, ser utilizado como ferramenta a favor da conservação da biodiversidade da região. Sob essa ótica, os dados iniciais deste estudo permitem afirmar que o Rio São Francisco é muito importante para os humanos e não humanos que se articulam em torno da conservação das Araras de Lear, sendo um elemento importante para os seres que habitam o Raso da Catarina e um local de potente atividade turística. Ele é alvo de visitação dos seus moradores e turistas que desfrutam da composição de uma paisagem única; ou seja é um espaço de lazer para os nativos e para os turistas. O local apresenta áreas formadas por planaltos e depressões, como o cânion do Rio São Francisco, a Serra do Umbuzeiro e parte do Raso da Catarina, característica essa que lhe concede muitos visitantes e praticantes do turismo de aventura e ecoturismo, além de ser o território da espécie endêmica da AraraAzulde-Lear. Em diálogo com um turismólogo que atua em uma das prefeituras da região, surgiram apontamentos que indicam a necessidade de planejamento deste segmento do turismo que pode ser um grande aliado da conservação das Araras de Lear, por ser uma espécie carismática, capaz de atrair a atenção da a conservação de muitas outras espécies da região e da caatinga em sua integralidade. Segundo ele e outros trabalhadores do turismo da região, há um vasto leque de possibilidades de aliar a natureza e a conservação da biodiversidade por meio do turismo, mas que as iniciativas ainda são discretas. Em Jeremoabo - BA, a equipe do projeto a qual este texto reporta identificou a baixa presença de hospedagens e restaurantes. Lá as opções de restaurantes disponíveis apresentam uma culinária rica que guarda características gastronômicas do sertão baiano, fazendo circular historias de comensalidade de como os humanos habitaram o Raso da Catarina. Em Canudos-BA, há uma loja chamada Jardins da Arara de Lear, que está atrelada a iniciativa do Projeto da de Lear que tem como objetivo a conservação da Arara-azul-de-Lear e dos licurizeiros que correm risco de extinção, buscando despertar nos moradores locais o desejo de cultivar esta planta nos jardins de suas propriedades, a fim de que as Araras tenham alimentação garantida, além da utilização da palmeira Licuri para produzir artesanato, trazendo, assim, algum impacto para sua renda. Os dados produzidos sobre a cidade de Paulo Afonso, em comparação às outras cidades da região, indicam a existência de uma infraestrutura maior para receber os visitantes e maior investimento em um turismo de aventura com atividades ligadas a natureza, porém, ainda estuda a possibilidade de planejamento do turismo de observação de aves. Em contrapartida, a cidade de Jeremoabo, apesar de ter uma infraestrutura menor para receber visitantes, abriga iniciativas que estão se organizando para utilizar o turismo como aliado da conservação da biodiversidade local.
CONSIDERAÇÕES FINAIS Em suma, este trabalho reforça a necessidade de observação prolongada em locais onde são realizadas práticas de turismo e de hotelaria em locais marcados por extinção de espécies, aqui a Arara-Azul-De-Lear. Por meio de cadernos de campo e entrevistas, dados importantes sobre o manejo do turismo e da hotelaria têm sido produzidos, considerando o entendimento do cotidiano dos nativos, seus hábitos e costumes; da observação e visitação a projetos. Tem sido produzidos também dados sobre outros atores que se enredam na problemática, a exemplo dos ativistas, políticos e pesquisadores. Contudo, é válido destacar também que, por ser de longo prazo, são necessárias outras visitações in locus para andamento do projeto. 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Homenagem para alguém especial

 Olá, Araras Azuis!!

Hoje venho fazer uma homenagem à minha amada tia Kelly, que infelizmente faleceu no dia 11 deste mês. Quando eu tinha 10 anos de idade, foi ela quem me ajudou a criar este blog. Foi também quem me ensinou a salvar imagens, editar fotos e vídeos, mexer em layouts e até usar HTML para personalizar este blog.

Durante anos, ela revisou meus textos e as postagens que eu fazia aqui. Sempre me incentivou e me apoiou em tudo.

Minha tia também amava corujas e tinha várias coisas de coruja, pois esse animal é símbolo do magistério, profissão que ela exercia com muito amor, sendo professora.

Quero agradecer por ter tido uma tia tão maravilhosa, que me apoiou e apoiou meu projeto das Araras.

Te amo, tia. Você sempre será luz na minha vida. Obrigada por tudo. Sinto muito a sua falta. 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Problemas de Reprodução da Ararinha-Azul

 

Olá, Araras Azuis!!! Hoje eu trouxe uma pesquisa interessante sobre os principais problemas de reprodução da ararinha-azul.

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma das aves mais ameaçadas do mundo, e um dos principais desafios para sua conservação está na reprodução. Após quase desaparecer da natureza, a maioria dos indivíduos vive hoje em cativeiro. No entanto, a reprodução dessa espécie é difícil tanto em ambiente natural quanto em criadouros.

Um dos maiores problemas é a baixa diversidade genética, já que os poucos indivíduos sobreviventes são descendentes de um número muito pequeno de aves. Isso pode causar infertilidade, filhotes fracos ou doenças hereditárias. Além disso, em cativeiro, nem todos os casais se reproduzem, pois a ararinha-azul é muito seletiva na escolha de parceiro, e nem sempre há afinidade entre os pares formados artificialmente.

Outro fator preocupante é a perda de habitat. Mesmo com projetos de reintrodução na natureza, como o que ocorre na Caatinga brasileira, a destruição do ambiente e a falta de árvores adequadas para nidificação dificultam o sucesso da reprodução em liberdade.

Apesar desses desafios, esforços internacionais têm conseguido avanços, como o nascimento de filhotes e a reintrodução de algumas ararinhas em seu habitat natural. A preservação da espécie ainda exige muito cuidado, paciência e cooperação entre cientistas, governos e comunidades locais.

Voltei desculpem o sumiço!!

 

Olá, Araras Azuis!!!
Eu sumi por muito tempo, né? Bem, faculdade nova, problemas pessoais e com minha saúde mental me fizeram me afastar do blog , amigos/família e sumir de todas as redes sociais.

Mas estou de volta apenas com o blog  e continuarei postando artigos e pesquisas sobre araras aqui, sempre que eu conseguir e tiver tempo. Provavelmente bastante coisa nessas férias de julho.

Gostaria de lembrar que o blog não tem nenhuma rede social  estão todas desativadas.

Bem, é isso! Aos poucos voltarei com frequência ao blog. Eu não desisti das araras, e nem vou! Só estava bem mal ultimamente.

Uma péssima notícia é que minha fiel companheira Penelupe, minha cachorrinha, faleceu.

Ainda esta semana postarei coisas novas. Fiquem de olho no blog! 🐾💙

sábado, 25 de janeiro de 2025

Plumagens, mudas e estrutura da Arara Azul Pequena

 

Olá, Araras-Azuis!

Hoje trago novas informações sobre a extinta arara-azul-pequena. Elas foram extraídas do site Birds of the World. Pelo que pesquisei em outros dois sites (Wikipedia e BlueMacaws.org), essas informações estão corretas. Essa ave foi extinta no século XX, e temos poucas imagens e informações sobre ela. As poucas que temos, irei postar aqui.


 Plumagens

A arara-azul-de-glauco tem 10 primárias de comprimento total (numeradas distalmente, do mais interno p1 ao mais externo p10), 12 secundárias (numeradas proximalmente, do mais externo s1 ao s9 para dentro e também incluindo 3 terciais, numeradas de t1 a t3 distalmente) e 12 retrizes (numeradas distalmente, do mais interno r1 ao mais externo r6 em cada lado da cauda). As descrições de plumagem a seguir são baseadas nas de Forshaw ( 2 , 3 , 4 ), Collar ( 5 ) e Juniper e Parr ( 6 ). Veja Molts para terminologia de muda e plumagem. Aparência definitiva provavelmente obtida após a segunda ou terceira muda pré-básica e sexos provavelmente semelhantes em plumagem, como em outrasAnodorhynchusararas .

Natal para baixo

Nenhuma informação sobre Arara-glauca.

Plumagem Juvenil (Primeira Básica)

Nenhuma informação para a Arara-glauca. A plumagem juvenil pode ser mais opaca do que as plumagens posteriores e provavelmente tem penas primárias e retrizes mais estreitas e mais afiladas nas pontas do que as penas básicas, como em outras araras.

Plumagem Formativa

Plumagem formativa provavelmente semelhante à plumagem básica definitiva, mas a coloração pode ser, em média, mais opaca. Primárias e secundárias juvenis retidas, sem dúvida, mais estreitas e mais afiladas nas pontas, e relativamente gastas e acastanhadas em comparação com as penas básicas, e retrizes juvenis retidas, sem dúvida, mais estreitas do que as retrizes básicas, mais gastas e acastanhadas a acinzentadas, como em outras araras e papagaios ( 7 , 8 ). Primárias e secundárias não têm clines de muda mostradas por pássaros básicos definitivos (veja abaixo e 7 ). As retrizes centrais também são possivelmente mais curtas do que em plumagens definitivas.

Plumagem Básica Definitiva

Plumagem geral azul-esverdeada. Cabeça impregnada de cinza, desbotando na nuca para o dorso azul-esverdeado. Garganta e peito superior cinza desbotando para uma barriga azul-esverdeada e coberturas inferiores da cauda; parte inferior da cauda cinza. As penas primárias, secundárias e retrizes básicas são, sem dúvida, mais largas e quadradas do que as penas juvenis, como em outras araras e papagaios ( 7 , 8 ). As primárias e secundárias mostram clinas de muda, com as primárias do meio (p6 ou p5) mais gastas e gradualmente renovando em ambas as direções para p1 e p10, e a secundária do meio (s5) mais gasta e mostrando gradualmente renovando para fora (em direção a s1) e para dentro em direção às terciais (ver Molts e 7 ).

Outras araras e papagaios grandes podem passar por mudas pré-básicas incompletas, resultando em ondas semelhantes às de Staffelmauser através das rémiges após sequências de substituição (ver Mudas ; 7 ). Isso pode resultar em Segunda Plumagem Básica (com penas juvenis retidas) ou plumagens básicas definitivas mais antigas, mas estas ainda não foram identificadas na Arara-glauca.

Arara Glauca Básica Definitiva. ML709638
Arara Glauca Básica Definitiva.

Um espécime coletado no Paraguai. As retrizes pretas e quadradas e as bordas brilhantes nas penas das asas indicam plumagem básica definitiva. Pode ser possível que as 2-3 primárias externas, com bordas mais acinzentadas, sejam penas básicas retidas da muda incompleta anterior, indicando uma ave com pelo menos três anos de idade.

  • Paraguai, Paraguai

Mudas

Em geral

A terminologia de muda e plumagem segue Humphrey e Parkes ( 9 ) conforme modificado por Howell et al. ( 10 ). A arara-azul-de-glauco, sem dúvida, mostrou uma estratégia de muda básica complexa (ver 10 ) com uma muda pré-formativa parcial e mudas pré-básicas completas, mas sem mudas pré-alternativas, como em outras araras e papagaios ( 7 ). Primárias e secundárias de papagaios e periquitos substituídas a partir de nós em p5-p6 e em s5, seguidas por substituição bidirecional desses nós dentro de cada trato. O início da muda primária varia entre p5 e p6 em papagaios, inclusive dentro de espécies, sugerindo que a posição do nó pode ser fluida dentro de uma área definida ao longo do trato alar; não se sabe qual primária ou primárias específicas podem ser nodais na arara-azul-de-glauco. Esse padrão de substituição é exclusivo de papagaios e falcões e pode indicar um padrão ancestral de muda evoluído antes que papagaios e falcões divergissem. A estratégia pode ter se desenvolvido para substituir todos os rémiges mais rapidamente nessas espécies, que dependem fortemente da capacidade de voo, sem incorrer em grandes lacunas nas asas. Veja Pyle ( 7 ) para mais detalhes. Sequência de substituição do rectrix pouco conhecida, mas geralmente substituída distalmente dos rectrizes centrais (r1) em cada lado da cauda, ​​com alguma variação provável; por exemplo, os rectrizes externos (r6) podem mudar de pele antes dos rectrizes centrais (r3-r5), como ocorre em outros papagaios ( 5 ).

Partes nuas

Bill e Boquiaberto

O bico é cinza escuro acinzentado ( 11 , 1 ).

Íris e Pele Facial

A íris é marrom a marrom escuro. A pele periocular nua é amarela. A mancha semicircular (lappet) na base da mandíbula inferior é amarelo mais claro do que o anel orbital nu ( 11 , 1 ).

Tarsos e dedos dos pés

As pernas são cinza escuro ( 11 , 1 ).

Medidas

Medidas lineares

Comprimento total: 72 cm ( 11 ).

Bico: 63–68 mm ( 1 ).

Culmen exposto: Machos 64–68 mm (média 65,3; n = 5), fêmeas 66 mm ( n = 1) ( 11 ).

Asa: 352–373 mm ( 1 ). Machos 360–373 mm (média 365,0; n = 5), fêmeas 353 mm ( n = 1) ( 11 ).

Cauda: 340–381 mm ( 1 ). Machos 361–375 mm (média 370,6, n = 5), fêmeas 352 mm ( n = 1) ( 11 ).

Tarso: 34–40 mm ( 1 ). Machos 34–40 mm (média 36,6, n = 5), fêmeas 36 mm ( n = 1) ( 11 ).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Algumas Pesquisas e Novidades

 

Olá, Araras Azuis!!!!

Eu tenho boas notícias e uma péssima. A péssima é que voltei ao Twitter porque lá era a única rede social onde meu conteúdo sobre araras tinha alcance. Por isso, desativei minha conta de estudos e criei uma nova conta pessoal, que está privada, somente para amigos e família.

Agora vamos para a boa notícia! A boa é que estou fazendo pesquisas em artigos científicos sobre a reprodução e os cuidados com os filhotes da arara-azul-de-lear. Pretendo trazer isso para o blog ou fazer uma revisão de literatura. Encontrei vários artigos em português e em inglês, tanto antigos quanto atuais, e isso é incrível! Quero entrar em contato com alguns institutos e biólogos para falar sobre o tema. Meu objetivo é trazer para o blog um artigo muito bem feito, que ajude as pessoas a entenderem mais sobre o assunto.

Por fim, tenho uma notícia que não sei se é boa ou ruim... Acho que é ruim. Bem, no ano passado, passei por um momento muito difícil e fiquei muito abalada emocionalmente. Por isso, tive que trancar a faculdade de Medicina Veterinária por recomendação médica.

Para não ficar parada, decidi começar o curso de Artes Visuais, já que gosto muito de arte em geral. Peço desculpas pela mudança inesperada de curso, mas, em breve, pretendo voltar para Medicina Veterinária, se Deus quiser. Amém!😊

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Feliz Ano Novo!!

 

Olá Araras Azuis!!

Um Novo Começo em 2025

Mais um ano está chegando ao fim, e com ele, carrego aprendizados valiosos. Olhando para trás, percebo que, apesar dos momentos bons, também cometi erros. Esses erros me ensinaram lições importantes sobre quem sou e quem desejo me tornar.

Admitir as falhas não é fácil, mas é um passo necessário para o crescimento. Com humildade, reconheço as áreas em que posso melhorar, tanto comigo mesmo quanto com as pessoas ao meu redor. Quero deixar para trás atitudes e comportamentos que não me representam mais e seguir em frente com o compromisso de ser alguém melhor.

2025 será um novo começo. Um ano para renovar as esperanças, corrigir o que ficou para trás e, sobretudo, crescer. Vou me esforçar para cultivar mais paciência, empatia e força de vontade, transformando sonhos em ações e ideias em realizações.

Aproveito este momento para desejar a todos um feliz ano novo, cheio de paz, amor e realizações. Que o próximo ano traga luz para nossos caminhos e coragem para enfrentar desafios. E que, juntos, possamos construir um 2025 mais próspero e cheio de boas transformações.

Com toda a sinceridade, quero que saibam: eu vou mudar. E estou animado para mostrar essa nova versão de mim mesmo ao longo do próximo ano. Um brinde ao recomeço! 🥂✨