domingo, 28 de junho de 2026

Arara-Azul-Grande volta para lista nacional de espécies ameaçadas de extinção

Olá, Araras Azuis!!

Hoje eu trago péssimas notícias. Fiquei muito mal e devastada ao ler tudo o que aconteceu. Meu coração ficou apertado, e confesso que foi muito difícil receber essas informações hoje. 

O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) colocou, pela segunda vez, a arara-azul-grande na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (18).


A nova lista reúne 789 espécies ameaçadas e nove extintas entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. De acordo com o MMA, a versão substitui a lista anterior, de 2022, e contempla os resultados das avaliações conduzidas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).


As araras-azuis, especificamente, voltaram a integrar a relação após 12 anos. A espécie foi colocada pela primeira vez na década de 1980, onde, segundo o Instituto Arara-azul, mais de 10 mil aves foram retiradas da natureza em decorrência ao tráfico e a caça.

Espécies ameaçadas

Segundo o MMA, entre as espécies ameaçadas, 168 estão classificadas como Criticamente em Perigo (CR), das quais 25 são consideradas Possivelmente Extintas (CR-PE). Enquanto outras 285 encontram-se na categoria Em Perigo (EN) e 336 são classificadas como Vulneráveis (VU).

Apenas a espécie mutum-do-nordeste (Pauxi mitu) permanece na categoria Extinta na Natureza (EW), com exemplares mantidos apenas em cativeiro.

Já os invertebrados terrestres representam o maior grupo da lista de ameaçados de extinção, com 264 espécies ou subespécies. Na sequência aparecem as aves, com 242 registros, os répteis, com 123, os mamíferos, com 102, e os anfíbios, com 59 espécies ou subespécies.

Aproximadamente 180 espécies ou subespécies foram incluídas na lista de ameaçadas após o resultado do balanço técnico. Conforme descrito pelo MMA, esse grupo reúne espécies que demonstraram agravamento em seu estado de conservação.

Os principais destaques se dão pela reinserção da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus) na lista.

Embora o número seja considerado elevado, ainda houve uma melhora no indíce de espécies que deixaram a lista de ameaçados. O balanço aponta que cerca de 150 espécies não são mais consideradas por risco de extinção.

O MMA aponta que a mudança ocorre em função de diferentes fatores, como o avanço do conhecimento científico sobre as espécies, revisões taxonômicas e melhorias no estado de conservação de algumas populações.

Além disso, também houve alterações relacionadas a revisões taxonômicas e à reclassificação de espécies para categorias não ameaçadas, como Menos Preocupante (LC), Quase Ameaçada (NT) ou Dados Insuficientes (DD).

FONTE: CNN BRASIL

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