segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Saiba Tudo Sobre a Obesidade em Aves da Familia dos Psitacideos!!

 

Olá Araras Azuis?? Esse é o primeiro post/Thread do ano!! Em janeiro me Formei em Auxiliar Veterinária e agora estou tentando entrar na faculdade de Medicina quem me acompanha sabe disso rs!! Vou deixar o Link da fonte desse post/Thread lá no final ok? Vocês Sabiam Que As Aves também sofrem de obesidade? Principalmente as da classe Psittaciformes que muitas são Aves domesticadas? Venha ver nessa Thread as principais Causas e Tratamentos da obesidade em Psitacideos!! Eu Postei no Meu Twitter esse Post antes de postar aqui no Blog!! Clique Aqui e Visite o Twitter do Blog!! Vamos Para o Post?
As aves da família dos Psitacídeos, pertencentes a ordem denominada Psittaciformes,
são aves que possuem muitas particularidades, dentre elas a sua língua e mandíbula, que
possuem uma musculatura bastante forte para que possam manusear os alimentos.
Outra particularidade bastante relevante, é a curvatura no bico, com funcionalidade
semelhante a um alicate, no qual tem a função de cortar e descascar grãos, sementes e
frutos (Educação Corporativa-COBASI, 2018). Logo, a criação de aves em cativeiro é
bastante difundida no Brasil, devido a sua fácil adaptação, temperamento, inteligência e
capacidade de imitar a voz humana (LIMA et al., 2019).
Ademais, a criação dessas aves em cativeiro muitas vezes não poss uem um manejo
nutricional adequado, pois grande parte dos proprietários não possuem conhecimentos
prévios, o que pode resultar em doenças crônicas, como a obesidade, resultado da
ingestão excessiva de alimentos calóricos, concomitante a falta de exercícios (COUTO,
2007).
A obesidade em aves diminui qualidade de vida e é um fator de risco para diversas
outras doenças, tanto reprodutivas, como cardiovasculares, hepáticas, gastrointestinais e
entre outras (NAHUM, 2015). Logo, outros fatores que devem ser levados em
consideração para evitar aves obesas, são as questões genéticas de cada espécie, idade e
variedade nutricional (LIMA et al., 2019) que de acordo com o Médico Veterinário
A

A Obesidade não é só uma doença que acomete só Seres Humanos,Cães e Gatos ela também acomete outros animais como as Aves domesticas Cães e gatos são os animais domésticos mais afetados. No Brasil cerca de 25% à 40% estão com sobrepeso ou obesos!!

a criação de aves em cativeiro é bastante difundida no Brasil, devido a sua fácil adaptação, temperamento, inteligência capacidade de imitar a voz humana! A obesidade em aves diminui qualidade de vida e é um fator de risco para diversas outras doenças, tanto reprodutivas, como cardiovasculares, hepáticas, gastrointestinais e entre outras Logo, outros fatores que devem ser levados em consideração para evitar aves obesas, são as questões genéticas de cada espécie, idade e variedade nutricional que de acordo com o Médico Veterinário Anderson Nogueira Palma, deve-se evitar oferecer apenas sementes oleosas como a semente de girassol e amendoim, pois possuem alto teor calórico. Vale ressaltar que algumas espécies apresentam maior predisposição à obesidade,como Canários, Calopsitas, Papagaios gênero Amazona e Periquitos Australianos Logo, são fatores que podem reduzir a expectativa de vida desses animais



além de que vão apresentar um fator hereditário, no qual as aves que são obesas geralmente vão possuir filhotes obesos. Ademais, a partir das questões abordadas, fica um questionamento de extrema importância para entender esse contexto! Ademais, a partir das questões abordadas, fica um questionamento de extrema importância para entender esse contexto. Porque a obesidade em aves de cativeiro é bastante recorrente e pouco conhecida? A partir de análises e coleta de dados de artigos e matérias relacionadas a recorrência de obesidade em aves da família dos psitacídeos em cativeiros e após identificar quais são suas principais dificuldades, iremos perceber que raras vezes serão observadas, pois com a presença da cobertura das penas, a observação do acúmulo de gorduras em diferentes regiões se torna complicada, podendo muitas vezes passar despercebido e atrasando o início do tratamento. Dessa forma, será possível oferecer um conhecimento geral da situação, para que os proprietários de cativeiros identifiquem a ave acometida pela obesidade e recorra diretamente para um Médico Veterinário!!

Então Araras Azuis a Obesidade é uma Doença tanto em Seres Humanos e animais!! Não tem graça romantizar doenças! O pior erro das redes sociais é não banir pessoas romantizando Obesidade,Anorexia e transtornos mentais isso é nocivo para muitas pessoas inclusive para quem posta!!Se o seu animal estiver Obeso ou qualquer outra doença por favor procurem Médico Veterinário!! Por favor pelo bem da vida do seu Pet procure ajuda!! Em breve vou fazer um post sobre Magreza excessiva em Aves!!! Que na minha opinião é bem pior!!
Bem Araras Azuis foi esse o Post/Thread Fiquem com Deus e até o próximo post!!! Beijinhos!!😘 CLIQUE AQUI PARA VER A PESQUISA ORIGINAL QUE É O CONTEUDO DO POST! Creditos as autoras da pesquisa!! 



quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Voltalia É DENUNCIADA ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos



Olá Araras Azuis!! Hoje trago a vocês mais uma notícia importante!!

A ameaça à sobrevivência das araras-azul-de-lear pela Voltalia, na região de Canudos (BA), ganha mais um capítulo. A empresa foi denunciada ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos porque seus projetos arriscam as vidas dos animais e de 600 famílias na Caatinga baiana. Segundo reportagem do Portal O Eco, setenta organizações civis e associações comunitárias assinaram a denúncia.

“A arara-de-lear voltou da beira da extinção por meio de esforços intensivos de conservação nos últimos 35 anos e agora enfrenta o risco de colisões mortais com turbinas e linhas de transmissão”, disse Amy Upgren, diretora da Aliança para Extinção Zero e Programa de Áreas Chave para a Biodiversidade na ABC. A reportagem ainda cita que "o projeto também estaria cercando e bloqueando com estradas e portões o acesso a terras comunais usadas há gerações por moradores da região para criar cabras e gado, levando ao sobrepastoreio e degradação das áreas que restaram."

A que custo vale o discurso da sustentabilidade? A empresa ignora, há 2 anos, pedidos de entidades conservacionistas e comunidades para afastar seu projeto para geração de energia eólica para longe de Canudos (BA). Mais de 83 mil pessoas já assinaram a petição e precisamos, mais uma vez, aumentar a pressão em cima das autoridades. Compartilhe o nosso chamado clicando no link abaixo:


2023 será um ano de luta contra esse projeto e esperamos contar com você!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Estudo confirma existência de araras-azuis anãs

 

 Olá Araras Azuis!!! Tudo Bem? Muitos que me acompanham no Twitter viu que a minha  rotina estava bem puxada! Provas do curso de Auxiliar Veterinaria,Aulas Praticas,ENEM e Fora que eu fiquei um tempinho sem computador!!! Bem agora estou oficialmente de Férias!!! E Isso Significa que vai ter postagens com muita mais frequência no Blog e Nas Redes Sociais!! Há um tempo atrás eu cheguei perguntar para o  Meu professor se existia animais com Nanismo ele logo me respondeu que sim e explicou o que era Nanismo!!! O  Nanismo Hipofisário até é Bem comum em animais!!! Por exemplo: Cães,Gatos,Equinos entre outros animais acometidos!!O nanismo ocorre quando há falta de produção de hormônio do crescimento, uma doença que pode ocorrer em vários  animais e que Se trata de um processo que é diagnosticado quando o animal está crescendo de uma maneira não esperada, de acordo com a estatura de  sua idade e raça!!Esta patologia é caracterizada por uma hipofunção da hipófise hereditária, comumente observada em cães Pastores Alemães. O Nanismo Hipofisário pode ser apenas devido à deficiência do GH ou devido uma combinação de deficiência hormonal da hipófise  (Fonte Trabalho acadêmico Sobre Nanismo: NANISMO HIPOFISÁRIO CANINO:Revisão de literatura e relato de caso Por Samanta Moreira Laporte)  Clique Aqui Para Ler O Trabalho Acadêmico Desta Veterinaria!  Bem eu Usei esse caso como um exemplo do que seria nanismo! Agora vamos parar de enrolar e ir para o Post!! ESTA MATERIA FOI ORIGINALMENTE POSTADA NA REVISTA ELETRONICA PESQUISA FAPESP CLIQUE AQUI PARA LER NO SITE ORIGINAL!1

Quem admira uma arara-azul voando não se dá conta de que, antes de estar pronta para deixar o ninho e ganhar os ares pela primeira vez, a ave foi alvo de cuidados intensivos dos pais por três meses e meio logo após seu nascimento. Graças a um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros no Pantanal e, em menor escala, no Cerrado, foi possível mapear os principais estágios de desenvolvimento de aproximadamente 400 filhotes de Anodorhynchus hyacinthinus, nome científico da espécie, que vivem livremente na natureza. Durante 30 anos, de 1991 a 2021, a bióloga Neiva Guedes, da Universidade Anhanguera-Uniderp, de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e seus colaboradores monitoraram 473 ninhos naturais e 415 artificiais (feitos pelos próprios pesquisadores) que abrigavam aves recém-nascidas.
O acompanhamento se iniciava com a postura do ovo e terminava quando os filhotes saíam do ninho. Entre os resultados desse esforço de longo prazo, resumidos em artigo científico publicado na revista Scientific Reports de setembro deste ano, está a confirmação da existência de araras-azuis anãs, cujo peso e comprimento total são cerca de um quinto menor em relação à população total da espécie. A cauda das araras anãs também é 70% menor do que a dos exemplares de tamanho considerado normal.

      
      
    
    
    
  
  
  
    
  
      

Indivíduos de dimensões reduzidas já tinham sido observados durante o estudo, mas ainda não haviam sido analisados de forma sistemática. “Identificamos 31 araras anãs entre os filhotes, cerca de 8% da amostra total, mas apenas 15 delas foram analisadas, aquelas que se desenvolveram até voar”, explica Guedes. Ainda não se sabe por que a presença das anãs ocorre na espécie. Como se verifica em outras aves, vários fatores podem influir no desenvolvimento desigual de filhotes de araras, como variações de temperatura e dos níveis de chuva, quantidade, qualidade e disponibilidade de alimentos, diferenças entre os sexos, tamanho da ninhada e ocorrência de doenças.
Entender o que ocorre a partir do nascimento é importante para a conservação da arara-azul. Não migratória e monogâmica, a espécie tem um ciclo reprodutivo lento, com uma baixa taxa reprodutiva. A cada período fértil, que vai de julho a fevereiro, a fêmea põe, em média, dois ovos. No entanto, apenas um filhote geralmente sobrevive. Um exemplar adulto de arara-azul de tamanho normal chega a medir 1 metro (m) da ponta do bico ao final da cauda e a pesar até 1,3 quilograma (kg). Quando estão em fase de crescimento, os filhotes podem atingir até 1,7 kg – o excesso de peso é perdido quando a ave começa a voar.
Edson DinizA população estimada da arara-azul no Pantanal é atualmente de cerca de 6 mil exemplaresEdson Diniz
Conhecida pelas penas de coloração azul profundo, Anodorhynchus hyacinthinus é a maior ave da família dos psitacídeos – não confundir a espécie pantaneira com a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), de menor porte e encontrada apenas na Bahia. Os psitacídeos reúnem papagaios, periquitos, araras e maritacas que vivem principalmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta. Nos anos 1980 havia apenas 2,5 mil exemplares da arara-azul, então considerada ameaçada de extinção. Hoje, embora a sua população atual seja estimada em cerca de 6 mil aves, ela ainda é vista como em perigo, só que em uma categoria menos crítica, com o status de espécie vulnerável. O aumento da sua população se deveu, em grande parte, ao trabalho de mais de três décadas do Instituto Arara-Azul, organização não governamental da qual Guedes é fundadora e presidente. Há, no entanto, o temor de que as secas e queimadas ocorridas recentemente no Pantanal façam com que a espécie volte a ser classificada como ameaçada de extinção.
O trabalho de campo da equipe coordenada por Guedes começou há três décadas, com a observação de um par de araras defendendo o local escolhido para colocar os ovos. Em 95% das vezes, o ninho é construído em cavidades da árvore manduvi (Sterculia apetala), espécie típica do Pantanal que apresenta grande porte e caule marrom-avermelhado, cuja semente também serve de alimento para as aves. As araras competem entre si e com outras aves por esses buracos, que apenas em árvores com mais de 60 anos atingem as dimensões necessárias para abrigar um ninho da espécie. No estudo, os pesquisadores mediram e pesaram 837 filhotes, mas mais da metade morreu por causas naturais diversas. Por isso, foram incluídos na análise estatística empregada no trabalho somente os 396 filhotes que conseguiram ganhar penas e voar.
Em média, os 381 filhotes de tamanho normal deixaram o ninho com 107 dias de vida, 1,1 kg e 66,7 centímetros (cm) de comprimento total. Já os 15 anões saíram do ninho, também em média, com 126 dias, 938 g e 33,9 cm. Dentro do grupo com tamanho normal, foram medidos e considerados 294 filhotes do primeiro ovo botado e apenas 87 eram resultado do segundo ovo. Entre os filhotes que tiveram seu sexo determinado no estudo, 226 eram fêmeas e 148 machos. Não houve diferenças significativas nos tamanhos das crias de sexos distintos, e apenas o comprimento da cauda foi 24% maior nos machos em relação às fêmeas.
Quando uma ninhada gerou dois filhotes, o primeiro recém-nascido ganhava peso a uma taxa 42% maior do que o irmão, segundo o estudo. “Saber que o segundo filhote cresce mais devagar é importante para programas de manejo ambiental, que podem destinar mais recursos e esforços para a segunda cria”, comenta a bióloga peruana Gabriela Vigo-Trauco. A pesquisadora faz estágio de pós-doutorado na Universidade Texas A&M, dos Estados Unidos, e é uma das diretoras da The Macaw Society, projeto científico que estuda araras e papagaios no Peru desde 1999.
Lucas RochaFihote anão (à esq.) e de tamanho normal com pouco mais de 100 dias de vidaLucas Rocha
Uma subamostra de 42 ovos que geraram 30 filhotes de tamanho normal e eram de ninhos próximos à base do estudo, no Refúgio Ecológico Caiman, no município sul-mato-grossense de Miranda, foi medida com mais frequência, semanalmente. Esse esforço concentrado ajudou os pesquisadores a detalhar os estágios de desenvolvimento da espécie com mais precisão, apesar de ter havido mortes nesse grupo. De acordo com o artigo, três etapas de crescimento foram identificadas: ninhego (entre 0 e 25 dias de vida), na qual as aves recém-nascidas dependem totalmente dos pais para manter o corpo aquecido e ganham peso mais lentamente; filhote (26 a 77 dias), marcada pelo rápido ganho de peso até atingir um pico; e juvenil (78 a 107 dias), momento em que o peso permanece o mesmo até o 90º-95º dia e, em seguida, cai de forma paralela às primeiras tentativas de voo antes da saída permanente do ninho.
“Usamos quatro diferentes modelos matemáticos para descrever o crescimento dos filhotes”, explica Guedes. “Por mais que não acompanhem o desenvolvimento padrão, as araras anãs sobrevivem ao sair do ninho, pareiam com outros indivíduos e se reproduzem normalmente.” A massa corpórea, os comprimentos do corpo e da cauda foram as medidas que abasteceram as equações para as curvas de crescimento da espécie.
Para o ornitólogo Luís Fábio Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), o artigo sobre o desenvolvimento dos filhotes de araras-azuis apresenta robustez estatística e é um dos poucos do país a contar com dados tão detalhados e provenientes de um trabalho de acompanhamento de três décadas. Além de ser importante para entender a biologia específica da ave pantaneira, a pesquisa traz informações que podem ser úteis para a elaboração de estudos comparativos com outras espécies de grande porte da família dos psitacídeos, como a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), ave endêmica do nordeste da Bahia e ameaçada de extinção.
“As informações sobre as curvas de crescimento da arara-azul são importantes para acompanharmos a disponibilidade de alimento em seu hábitat. Se a quantidade de aves anãs começar a aumentar, isso pode ser um indício de que os recursos naturais estão se tornando escassos”, comenta Silveira, que não participou do estudo coordenado por Guedes. “O trabalho também fornece elementos para estimarmos com maior precisão a idade de filhotes da espécie apreendidos pelas autoridades ambientais e combater o tráfico de aves.” Isso sem contar os subsídios que o estudo traz para a formulação de políticas públicas e de educação ambiental com foco na conservação da própria arara-azul.
Artigo científico
GUEDES, N. M. R. et al. Growth model analysis of wild hyacinth macaw (Anodorhynchus hyacinthinus) nestlings based on long‑term monitoring in the Brazilian Pantanal. Scientific Reports. 13 set. 2022.


domingo, 16 de outubro de 2022

O Que Aconteceu Com A Arara Roxa? (Artigo Traduzido!!)

Essa imagem foi feita no Photoshop ela não é a representação real dessa ave que supostamente existiu!!!

Olá Araras Azuis!!! Bem eu postei há um tempo atrás no Twitter que eu faria a tradução de um artigo sobre a suposta existência de uma Arara Roxa!! Primeiro pedi a autorização para a pessoa que escreveu esse artigo original! E essa pessoa me deu essa autorização todos os créditos da pesquisa vão para Karl Shuker o autor do artigo original em inglês! Obrigada por me deixar traduzir! Bem meu inglês não é um dos melhores por isso demorou tanto rs eu tive que pedir auxílio para o meu querido amigo Google Tradutor e depois repassar ele corrigir pequenos erros!! Bem aqui está o texto! Boa leitura! Lembrando que esse post é somente uma suposição do autor do artigo original e não está afirmando e nem confirmando nada!

Famosas por sua plumagem vistosa, as araras vêm em várias cores, mas o roxo nunca foi uma delas — ou não é?

O gênero Anodorhynchus — as chamadas araras-azuis — contém três espécies atuais (embora uma delas, a arara azul pequena, possa ter sido extinta recentemente). Curiosamente, como coloração da plumagem, o trio deste gênero pode ser organizado em uma gradação muito nítida, começando com, como o próprio nome indica, o intenso tom azul-jacinto da arara-azul-grande (ou hyacinthine) A. hyacinthinus , movendo-se sutilmente para os tons um pouco mais azul-turquesa da arara-azul-de-lear A. leari , que então se transforma ainda mais, produzindo um tom mais pálido, verde-turquesa, na arara-azul-pequena apropriadamente chamada A. glaucus .Mas e se essa gradação de cores também fosse extrapolada na direção oposta? Ou seja, além do tom azul marcante da arara-azul esverdeado levemente para o turquesa e daí mais ainda para o tom glauco, que tal aprofundá-lo, para produzir uma arara cuja plumagem fosse um tom mais escuro, predominantemente violeta ou roxo? Se esse quarteto de araras fosse então organizado em um espectro linear contínuo de cores em transformação, indo do roxo ao azul, do azul turquesa ao verde turquesa pálido, a formação seria: arara roxa, arara azul grande , arara azul de Lear e arara azul pequena. Claro, a arara roxa é puramente hipotética – não é?

Na realidade, tal ave pode de fato ter existido. Com base em alguns relatos de testemunhas oculares com séculos de idade, em 1905, ninguém menos que uma autoridade ornitológica do que Lord Walter Rothschild - fundador do famoso museu ornitológico de Tring em Hertfordshire (agora parte do Museu de História Natural de Londres, mas ainda baseado em Tring) - descreveu formalmente um misterioso ave há muito extinta de Guadalupe, que ele batizou de Anodorhynchus purpurascens , a arara roxa (também referida por algumas autoridades como a arara violeta, e às vezes atribuiu o nome específico incorreto purpurescens ). Sua descrição foi publicada no volume 16 do British Ornithologists Club's Bulletin . Rothschild também incluiu esta espécie em seu livro Extinct Birds (1907), juntamente com a placa colorida especialmente preparada incluída aqui neste meu post ShukerNature. Sua fonte original de informação foi um breve relato escrito por um 'Don de Navarette', intitulado 'Le gros Perroquet de la Guadaloupe [sic]', que apareceu em Rel. Quat. Voy. Cristo. (1838). Este escritor era, na verdade, ninguém menos que Martin Fernández de Navarrete y Ximénez de Tejada (1765-1844) - um marinheiro-historiador espanhol que redescobriu um resumo do reformador-bispo espanhol Bartolomé de las Casas (1484-1566) do log feito por Christopher Colombo durante sua primeira viagem às Índias Ocidentais.

Esse relato afirmava que, segundo Colombo, que visitou essa ilha em novembro de 1493 durante sua segunda viagem ao Novo Mundo, vivia em Guadalupe uma arara muito grande que era inteiramente de uma cor violeta/púrpura profunda e intensa, e que os nativos caribenhos pessoas referidas como o oné couli. Nenhum pássaro assim vive lá hoje, no entanto, e nem um único espécime preservado nem mesmo uma ilustração preparada diretamente por uma testemunha ocular existe desta enigmática arara roxa.

Por outro lado, até o início do século 18, uma segunda espécie de papagaio com penas violeta definitivamente vivia lá. Este foi o papagaio Amazona violacea de Guadalupe , que foi formalmente descrito e nomeado pelo naturalista alemão Johann Friedrich Gmelin em 1789, época em que se extinguiu, devido à caça por comida e ao desmatamento por atacado das florestas em que vivia.
Embora, assim como a arara roxa, não exista nenhum espécime preservado conhecido da Amazônia de Guadalupe, ao contrário da arara roxa, esse papagaio vistoso é conhecido por descrições boas e consistentes feitas por vários naturalistas (como Jean-Baptiste Labat, e zoólogo francês Mathurin Jacques Brisson) e viajantes (notadamente o missionário francês Jean-Baptiste Du Tertre). Consequentemente, em seu livro oficial Extinct and Vanishing Birds of the World (2ª edição revisada, 1967), o ornitólogo James C. Greenway Jr do Museu Americano de História Natural sugeriu que a descrição de Navarrete do oné couli de plumas violeta pode de fato ter sido nada mais do que "uma descrição descuidada de A. violacea ".

Na minha opinião, no entanto, teria que ser uma descrição excepcionalmente descuidada para confundir um papagaio de cauda longa do tamanho de uma arara com uma amazona de cauda curta muito menor. Além disso, enquanto se dizia que a arara roxa era inteiramente violeta/roxa, na Amazônia de Guadalupe essa cor em particular estava confinada predominantemente à cabeça e ao pescoço (e mesmo lá era um preto-violeta ardósia em vez de um roxo intenso). Em forte contraste, as costas, cauda e grande parte de suas asas e partes inferiores desta amazona eram de um verde profundo, com partes de suas asas exibindo penas amarelas, vermelhas e pretas. Não só no que diz respeito ao seu tamanho e forma, portanto, mas também em relação à sua plumagem multicolorida, não consigo ver como essa espécie poderia de alguma forma ser confundida com uma arara totalmente roxa.
Uma segunda sugestão oferecida por Greenway, e que também é apoiada por vários outros ornitológicos é que as araras roxas de Guadalupe podem simplesmente ter sido a arara azul grande ou mesmo a arara azul de Lear importadas por nativos comerciais para Guadalupe do continente sul-americano. Mais uma vez, no entanto, é difícil ver como a plumagem inequivocamente azul da primeira espécie ou mesmo os tons ligeiramente mais turquesa da última poderiam ser descritos como violeta profundo ou roxo.

Então, aqui, deixando-a perpetuamente em um sombrio limbo ornitológico como uma ave de ambiguidade tentadora, a menos que alguma informação adicional sobre ela um dia se torne disponível, é onde devemos nos despedir da intrigante arara roxa de Guadalupe - uma ave que pode, ou pode não ter existido, mas que, se realmente existiu, e era de fato uma arara, certamente deve ter sido uma das mais belas criaturas já vistas pelos olhos de seus extremamente afortunados observadores. 

Essa imagem foi feita no Photoshop ela não é a representação real dessa ave que supostamente existiu!!!
Espero que tenham gostado do conteúdo!! Foi legal traduzir este material isso me lembrou sobre minha pesquisa sobre a Arara Martinicus que eu estava fazendo mais parei na metade por falta de fontes seguras,provas,argumentos e até mesmo imagens!!! Obrigada por lerem esse post ele finalmente saiu!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Arara que convivia com turistas no Jalapão, foi encontrada sem vida com pés amarrados e marcas de Tiro na cabeça!

Olá Araras Azuis!! Hoje eu os trago mais uma notícia Triste!! Uma Arara Canindé foi encontrada morta com tiros na cabeça e com os Pés amarrados! O ser humano é mesmo um monstro! Onde já se viu fazer isso com a pobre  e indefesa Arara! Ela estava quieta na dela não fazia mal a ninguém! Isso é inadmissível estou inconformada com essa notícia desde quando eu vi e  até agora! Quem me segue no meu Twitter (seja o do Blog ou o meu pessoal!) Sabe com quanta raiva eu fiquei com essa notícia! Eu praticamente fiquei xingando muito no Twitter rs! Mais sério até quando o ser humano vai continuar com o egoísmo,raiva no coração,ódio e impulsos malignos? Até quando vão matar nossos animais e destruir nossa natureza e se saborearem do ódio e da ganância pura! Por que? O que nos leva? A nada apenas a ruína! Nossos animais já sofrem tanto será que o ser humano um dia terá compaixão com os nossos semelhantes? Somos todos iguais temos que amar e respeitar todas as criaturas até a menor e a maior delas! Deixem nossas Araras em paz! Nenhum animal merece sofre isso ninguém! Isso é crueldade pura! Deixe nossas Araras em Paz isso e inadmissível até quando esse tipo de comportamento vai continuar? A extinção não tem volta não! Isso é algo horrível pense e repense suas atitudes! 
A matéria é do Site G1  Clique aqui para ler no site do G1
Os moradores do quilombo Carrapato, localizado na zona rural de Mateiros, no Jalapão, começaram a semana com uma triste notícia. Uma arara-canindé foi encontrada morta com marcas que podem ter sido provocadas por disparo de arma de fogo e isso deixou um sentimento de revolta.

Para piorar a situação, eles acreditam que o animal morto pode ser Nina, a arara que mesmo livre, convivia há pelo menos quatro anos perto dos moradores, dos restaurantes e sempre se aproximava dos turistas.

Ana Cássia Marques de Souza, de 37 anos, é dona de um restaurante perto da comunidade e conta que Nina está desaparecida deste o final da tarde de domingo (2). Segundo as informações que recebeu do pessoal da comunidade, Nina foi vista pela última vez próximo ao local onde a arara foi encontrada morta, na manhã de segunda-feira (3).

"Por volta das 9h40 recebi a mensagem e a angústia começou a tomar conta de mim. Comecei a divulgar nos grupos para ver se alguém tinha notícias dela. Ainda é um mistério enorme o que aconteceu", contou Ana Cássia.
Ela contou também que ultimamente a arara estava indo muito para cidade de duas formas: voando ou em cima de carros.

A estudante Denisa Matos da Silva praticamente cresceu com a Nina. Ela tem 16 anos e contou que sempre acordava com a arara entrando em seu quarto. No final da tarde de domingo, Nina chegou a deitar no colo do pai de Danisa. Pouco depois ela saiu voando e não foi mais vista.
"É muito difícil. Ela era muito apegada comigo. Todos os dias ela entrava no meu quarto. Quando eu acordava ela saía voando. Ela ficava no mato o tempo todo. Nem quis ir lá para ver se era realmente ela", lamentou a jovem aos prantos, pensando na possibilidade do corpo da arara ser da amiga de tantos anos.
Segundo a comerciante, a arara Nina nunca desapareceu por tanto tempo nos quatro anos que convive com os moradores da comunidade Carrapato. Ela e outros moradores estão se mobilizando para que, mesmo que não seja a Nina, esse crime não fique impune.

Ana Cássia disse que acionou a Polícia Militar Ambiental e que os moradores que encontraram o corpo da arara avisaram o Naturatins sobre a morte da arara. Toda a comunidade também está fazendo uma mobilização através das redes sociais para denunciar o crime ambiental.
O g1 pediu informações para a Polícia Militar (PM) sobre o caso e aguarda retorno.
O que diz a lei
Segundo o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente pode ser penalizado com prisão de seis meses a um ano, além de pagamento de multa.

A pena pode ficar maior ainda se o crime ocorrer, entre outros pontos, durante a noite e com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa.

Antes de ver no G1 a Matéria eu vi nesses perfis do Twitter:
Eu já perdi vários animais principalmente meu Agarponis Loki que eu era muito apegada(meu Anjinho lindo 🥺 você faz falta!) E sei o que essas pessoas nessa matéria estão sentindo ainda amais perder um membro da família (a Arara no caso!) Tao querida e tão companheira dessa forma terrível e cruel! Que Deus conforte o coração dessas pessoas! Sinto muito por essa perda! Ela está voando nos céus junto aos anjos e olhando vocês daqui de cima!! Meus sentimentos! Isso não vai ficar impune! Qualquer um dessa região que tiver informações entre em contato com a polícia imediatamente!! 
Para informações em tempo real sigam o  Twitter do Blog: @SantuarioArara

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

NOTÍCIA URGENTE: Ararinha-azul é encontrada morta em Curaçá, no sertão da BA, diz o Projeto BlueSky!

Olá Araras Azuis Tudo bem?? Desculpem a faltas de post estou ocupada com os estudos e minha mãe ficou duas semanas internadas no hospital e eu fiquei todo esse tempo com ela cuidando dela e tentando a animar!! Bem essa notícia é triste por conta que uma das Ararinhas Azuis que foram soltas acabou sendo encontrada morta!! Mas por outro lado foi algo natural do próprio ciclo da vida!! Uma outra espécie a pegou como presa e não foi o ser humano se metendo a onde não é chamado!! 
Vamos para o post então?
Uma das oito ararinhas-azuis que ganharam vida livre em Curaçá, no sertão baiano, em junho deste ano, foi encontrada morta, nesta quinta-feira (8), segundo informações do projeto BlueSky Caatinga.
De acordo com o projeto, a ararinha foi encontrada morta próxima ao recinto e tudo indica que ela tenha sido vítima de predação.
Ainda segundo o BlueSky Caatinga, esse é um processo natural e já esperado.De acordo com a ONG, a ararinha saiu do grupo e não volta para a estação de alimentação desde a semana passada. A ONG, juntamente com o ICMBio, tentou localizar a ave de diversas formas, mas não teve sucesso.O instituto informou que as todas as ararinhas soltas usam uma espécie de coleira de identificação. No caso da ave desaparecida, há duas possibilidades: ou o aparelho está danificado ou foi destruído.
O g1 entrou em contato com a assessoria do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), que disse que aguarda mais informações de pesquisadores do instituto para se manifestar sobre o caso.

Na última quarta-feira (7), a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) informou que uma outra ararinha-azul está desaparecida.

De acordo com a ONG, a ararinha saiu do grupo e não volta para a estação de alimentação desde a semana passada. A ONG, juntamente com o ICMBio, tentou localizar a ave de diversas formas, mas não teve sucesso.

Comunicado oficial da BlueSky a ACTP Parrots  no Instagram:
Hoje não trazemos boas notícias, além de um desaparecimento, também tivemos a perda de uma Arara Spix. “Sempre soubemos que este dia iria chegar”, diz o Dr. Cromwell Purchase. “ a natureza será dura, e as novas aves libertadas estarão sujeitas a todos estes eventos naturais de vida e morte. No entanto, estamos tristes com a perda de um pássaro tão especial. Mas isso não nos impede de avançar para impulsionar à população o máximo possível nos próximos anos. “Uma ararinha desapareceu no dia 25 de agosto de 2022. Após oito dias, foi realocado via rádio-telemetria a alguma distância e foi avistado voando e forrageando com um bando de papagaios nativos antes que seu sinal fosse novamente perdido. Uma outra Ararinha também, por razões desconhecidas, deixou a área de lançamento no dia 06 de setembro de 2022. Infelizmente, no dia seguinte está Ararinha caiu nas presa de um predador a poucos quilômetros do local de libertação. As reintroduções são extremamente desafiadores para qualquer espécie, especialmente para uma que estava extinta na natureza. Na verdade, as próprias perdas representam oportunidades de aprendizagem contínua e avaliação de técnicas e estratégias. Segundo a ACTP, “os resultados até a data nos dizem que as Ararinhas estão a se adaptar com sucesso à natureza Na verdade, as próprias perdas representam oportunidades de aprendizagem contínua e avaliação de técnicas e estratégias. Segundo a ACTP, “os resultados até a data nos dizem que as Ararinhas estão a se adaptar com sucesso à natureza, os dispositivos de rádio-tracking estão a funcionar como projetados e a nossa estratégia global tem-se demonstrado sólida e eficaz. As Ararinhas libertadas estão gradualmente a torna-se independentes; a maioria permanece unida no rebanho, e todas estão cada vez mais espertas na obtenção de recursos. Seguimos em frente, continuando a lutar pela reintrodução deste lindo papagaio”.

O ciclo da vida é algo muito incrível,encantador e assustador!! Todos os animais tem o seu próprio ritmo!! Alguns são pressas outros são excelentes caçadores!! Alguns defendem seus filhotes e outros já expulsam seus filhotes dos ninhos!! Os animais são diferentes de nós seres humanos!! Podemos ser primatas mais muitos animais surpreendem nos com sua inteligência e jeito de viver!! Essa Ararinha infelizmente foi uma presa fácil para algum animal carnívoro mais antes morrer do jeito que deve ser seu ciclo da vida na natureza do que morrer nas mãos do homem ganancioso e cruel!! A natureza é surpreendente e muitas vezes triste!! Mais é o Grande Ciclo da Vida!!
Eu pretendo traduzir dois artigos sobre uma suposta Arara Roxa que foi extinta!! Acompanhem as redes sociais para mais informações!! Até a próxima e fiquem com Deus!!